sexta-feira, 21 de setembro de 2018

FESTA DE SÃO MATEUS APOSTOLO



A Igreja celebra hoje, de forma especial, a vida de São Mateus apóstolo e evangelista, cujo nome antes da conversão era Levi. Morava e trabalhava como coletor de impostos em Cafarnaum, na Palestina. Quando ouviu a Palavra de Jesus: “Segue-me” deixou tudo imediatamente, pondo de lado a vida ligada ao dinheiro e ao poder para um serviço de perfeita pobreza: a proclamação da mensagem cristã! Ele trocou de nome para Mateus, o “dom de Deus”.
Quando falam do episódio do coletor de impostos chamado a seguir Jesus, os outros evangelistas, Marcos e Lucas, falam de Levi. Mateus ao contrário prefere denominar-se com o nome mais conhecido de Mateus e usa o apelido de publicano, que soa como usuário ou avarento, “para demonstrar aos leitores  – observa  São Jerônimo – que ninguém deve desesperar da salvação, se houver conversão para vida melhor”.
Acredita-se, mesmo, que tal mudança não tenha realmente ocorrido dessa forma, mas sim pelo seu próprio e espontâneo entusiasmo no Messias. Na verdade, o que se imagina é que Levi havia algum tempo cultivava a vontade de seguir as palavras do profeta e que aquela atitude tenha sido definitiva para colocá-lo para sempre no caminho da fé cristã.
Daquele dia em diante, tornou-se um dos maiores seguidores e apóstolos de Cristo, acompanhando-o em todas as suas caminhadas e pregações pela Palestina. São Mateus foi o primeiro apóstolo a escrever um livro contando a vida e a morte de Jesus Cristo, ao qual ele deu o nome de Evangelho e que foi amplamente usado pelos primeiros cristãos da Palestina. Quando o apóstolo são Bartolomeu viajou para as Índias, levou consigo uma cópia.
Depois da morte e ressurreição de Jesus, os apóstolos espalharam-se pelo mundo e Mateus foi para a Arábia e a Pérsia para evangelizar aqueles povos. Porém foi vítima de uma grande perseguição por parte dos sacerdotes locais, que mandaram arrancar-lhe os olhos e o encarceraram para depois ser sacrificado aos deuses. Mas Deus não o abandonou e mandou um anjo que curou seus olhos e o libertou. Mateus seguiu, então, para a Etiópia, onde mais uma vez foi perseguido por feiticeiros que se opunham à evangelização. Porém o príncipe herdeiro morreu e Mateus foi chamado ao palácio. Por uma graça divina fez o filho da rainha Candece ressuscitar, causando grande espanto e admiração entre os presentes. Com esse ato, Mateus conseguiu converter grande parte da população. Na época, a Igreja da Etiópia passou a ser uma das mais ativas e florescentes dos tempos apostólicos.
São Mateus morreu por ordem do rei Hitarco, sobrinho do rei Egipo, no altar da igreja em que celebrava o santo ofício da missa. Isso aconteceu porque não intercedeu em favor do pedido de casamento feito pelo monarca, e recusado pela jovem Efigênia, que havia decidido consagrar-se a Jesus. Inconformado com a atitude do santo homem, Hitarco mandou que seus soldados o executassem.
No ano 930, as relíquias mortais do apóstolo são Mateus foram transportadas para Salerno, na Itália, onde, até hoje, é festejado como padroeiro da cidade. A Igreja determinou o dia 21 de setembro para a celebração de são Mateus, apóstolo.
A Igreja também celebra hoje a memória dos santos:  Ifigênia e Maura de Troyes

http://franciscanos.org.br/?p=59558

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

 

Sagrado Coração de Jesus foi revelado no dia 27 de dezembro de 1673. O próprio Jesus Cristo apareceu a Santa Margarida Maria Alacoque, freira que pertencia a uma Congregação conhecida como Ordem da Visitação. A aparição aconteceu durante uma exposição do Santíssimo Sacramento. Santa Margarida teve a visão de Jesus Cristo mais duas vezes. Nas aparições, o próprio Senhor pediu para que ela divulgasse a devoção a seu Sagrado Coração.

Palavras de Jesus sobre as nove primeiras sextas feiras do mês:

Mostrando o seu Coração transpassado pela espada, Jesus disse a Santa Margarida:
Eis o coração que tanto tem amado os homens e em recompensa não recebe da maior parte deles, senão ingratidões pelas irreverências e sacrilégios, friezas e desprezos que tem por mim nesse sacramento do Amor. E continuou dizendo: Prometo-te pela minha excessiva misericórdia, a todos que comungarem nas primeiras sextas de nove meses consecutivos, a graça da penitência final. Estes não morrerão em minha inimizade, nem sem receberem os sacramentos. O meu Sagrado Coração lhes será refugio seguro nessa última hora.
As primeiras sextas-feiras, devem ser dias de reparação pela frieza, desprezo e sacrilégios, que muitas vezes sofreu na Eucaristia, por parte dos maus cristãos e dos que não acreditam em Jesus Cristo.

Devoção ao Sagrado Coração de Jesus

Nessas aparições Jesus deixou 12 promessas e pediu para que Santa Margarida difundisse essa devoção para o mundo inteiro. Ela foi responsável pelo início da devoção.
A Beata Maria do Divino Coração pediu ao Papa Leão XIII que consagrasse solenemente esta devoção. Em resposta, no dia 11 de junho de 1889 após a publicação de encíclica Annum Sacrum o Papa disse: A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é uma forma por excelência de religiosidade. Essa devoção que recomendamos a todos, será muito proveitosa. No Sagrado Coração está o símbolo e a imagem expressa do Amor Infinito de Jesus Cristo, que nos leva a retribuir-lhe esse amor. Sua festa é comemorada na primeira sexta-feira após a festa de Corpus Christi, Corpo de Cristo, na oitava da Páscoa e todo o mês de junho, é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus.
Em todas as Igrejas nas primeiras sextas-feiras, se fazem atos solenes de reparação, para estimular os cristãos e retribuir com amor tantas e tão grandes provas de amor que Jesus fez e faz por toda a humanidade.

Milagres do Sagrado Coração de Jesus

São conhecidos vários milagres no Brasil e no mundo obtidos pela misericórdia do Sagrado Coração de Jesus. Muitos casais passaram a viver em harmonia no lar, filhos foram resgatados de caminhos de perdição, pessoas se converteram, padres e religiosos perseveraram na vocação que Deus lhes deu, doenças foram curadas e infinitas graças foram concedidas. Todos esses milagres do Sagrado Coração de Jesus são obtidos pelas orações fervorosos feitas de acordo com a Vontade de Deus.

As 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus

Jesus pediu para que os fiéis participassem da Santa Missa durante as primeiras sextas-feiras em nove meses consecutivos, com uma confissão reparadora e a sagrada comunhão. E fez as doze promessas aos que atendessem ao seu pedido:
1-  Dar-lhes-ei todas as graças necessárias ao seu estado de vida.
2-  Estabelecerei a paz nas famílias.
3-  Abençoarei os lares onde for exposta e honrada a imagem do meu Sagrado Coração.
4-  Hei de consolá-los  em todas as dificuldades.
5-  Serei o seu refugio durante a vida, e em especial durante a morte.
6-  Derramarei bênçãos abundantes sobre seus empreendimentos.
7-  Os pecadores encontrarão no meu Sagrado Coração, uma fonte e um oceano sem fim de misericórdia.
8-  As almas tíbias (tímidas e vacilantes na fé) tornar-se-ão fervorosas.
9-  As almas fervorosas ascenderão rapidamente a um estado de grande perfeição.
10- Darei aos sacerdotes o poder de tocar nos corações mais empedernidos.
11- Aqueles que propagarem esta devoção terão os seus nomes escritos no meu Sagrado Coração, e dele nunca serão apagados.

E a grande promessa:

12- Prometo-vos, no excesso da misericórdia do meu Coração, que o meu Amor Todo Poderoso, concederá, a todos aqueles que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses seguidos, a graça da penitência final; não morrerão no meu desagrado, nem sem receberem os Sacramentos. O meu divino Coração será o seu refúgio de salvação nesse derradeiro momento.

Oração de consagração ao Sagrado Coração de Jesus

Divino Salvador que, perseguido pelos inimigos e ferido no Coração, pela tibieza de seus amigos, vos queixastes a Santa Margarida: Tenho procurado consoladores e não os tenho encontrado.
Aqui estou Senhor para vos consolar. Quero adorar vossa Majestade escondida, quero reparar as ofensas minhas e as dos outros.  Quero amar o vosso amor desprezado e abandonado.
Consagro-me inteiramente ao vosso Coração. Sede Vós somente o meu Rei. Ajudai-me Senhor, a difundir nas almas o reino do vosso Coração.
Acendei a chama do vosso amor no coração dos vossos sacerdotes, para que se tornem apóstolos infatigáveis e portadores das bênçãos do vosso divino Coração.
Fazei que compreendam finalmente, a honra e a obrigação que tem de Vos amar, para que unidos entre si com os laços de vossa caridade, glorifiquem todos, o vosso Divino Coração, que é para nós, fonte de vida e salvação.
Divino Coração de JESUS, reinai em meu coração.
Jesus, manso e humilde de coração, fazei nosso coração semelhante ao vosso!

ACESSO EM 31/08/2018 https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-sagrado-coracao-de-jesus/56/102/#c

segunda-feira, 9 de julho de 2018

SANTA PAULINA - 9 DE JULHO

 

Fundadora da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição

Origens

Seu nome de batismo era Amábile Lúcia Visintainer. Ela nasceu em de dezembro de 1865, na cidade de Vigolo Vattaro, região de Trento, que fica ao norte da Itália. Foi a segunda filha de Anna e Napoleão. Seus pais eram cristãos fervorosos, porém muito pobres. Durante a infância de Amábile, toda a Itália passava por uma grave crise econômica e pestes contagiosas. Por isso, quando ela tinha nove anos, seus pais decidiram emigrar para o Brasil.

Chegada ao Brasil

Em 1875 a família de Amábile chegou ao Brasil. Foram para o Estado de Santa Catarina, mais precisamente para a região de Nova Trento, onde vários trentinos já estavam morando. Eles foram se estabelecer num vilarejo recém fundado no meio da mata chamado Vigolo. Tudo era muito precário e pobre. As famílias procuravam manter-se unidas para sobreviverem, alimentando o sonho de um dia prosperarem.

Uma grande amizade

No vilarejo de Vigolo, Amábile travou amizade com uma menina que a acompanharia por toda a vida: Virgínia Nicolodi. As duas já tinham uma fé sólida e esta afinidade as fez crescer ainda mais na amizade. As duas eram sempre vistas rezando na capelinha de madeira. Elas fizeram a primeira comunhão no mesmo dia. Nessa época, Amábile já tinha doze anos de idade.

Pequena missionária

O vilarejo de Vigolo crescia aos poucos. Por isso, o padre responsável pela região, chamado Servanzi, iniciou um trabalho pastoral ali. Logo ele percebeu o espírito comprometido e sábio da adolescente Amábile e incumbiu-a de lecionar o catecismo às crianças, além da ajuda aos doentes e de manter limpa a capelinha do vilarejo, que era dedicada a São Jorge. Esta incumbência certamente ajudou a amadurecer a vocação religiosa no coração de Amábile.

Adolescente caridosa

Amábile assumiu a missão de corpo e alma, levando sempre consigo a amiga Virgínia. As duas dedicavam-se totalmente à caridade para com os mais pobres, ajudando aos doentes, conseguindo mantimentos para os necessitados, ajudando aos doentes, idosos, crianças, enfim, a todos que precisassem. Amábile e Virgínia começaram a ser reconhecidas por todo o povo italiano que vivia naquela região distante e abandonada do Brasil.

Sonhos proféticos com Nossa Senhora

Em 1888 Amábile teve o primeiro de três sonhos com a Virgem Maria. Nesses sonhos, Nossa Senhora disse a Amábile: “Amábile, é meu ardente desejo que comeces uma obra: trabalharás pela salvação de minhas filhas.” Amábile responde: “Mas como fazer isso minha Mãe? Não tenho meios, sou tão miserável, ignorante…” Quando acordou após o terceiro sonho, Amábile assim respondeu em oração: “Servir-vos Minha querida Mãe…sou uma pobre criatura, mas para satisfazer o vosso desejo, prometo me esforçar o máximo que eu puder!”

Um hospitalzinho para os pobres

Amábile pediu e seu pai a ajudou a construir uma casinha de madeira, num terreno perto da capela, doado por um barão. O casebre se transformaria num pequeno hospital onde Amábile e Virgínia dedicaram-se arduamente ao cuidado dos doentes, mas, também, ao cuidado e à instrução das crianças. As duas nem sabiam, mas ali estava nascendo a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição.

A primeira paciente

A primeira pessoa doente que Amábile e Virgínia receberam no pequeno hospital, foi uma mulher que tinha câncer, em estado terminal. A pobre não tinha ninguém que pudesse cuidar dela. Assim, as duas assumiram a mulher no casebre. Era dia 12 de julho de 1890. Mais tarde, Amábile e Virgínia consideraram essa data como o dia da fundação da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição. A Obra iniciou no dia em que as duas amigas começaram a atuar como enfermeiras.

Uma Obra inspirada por Deus

A Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição foi a primeira congregação feminina fundada no Brasil. Pela santidade e necessidade dessa Obra, ela foi aprovada rapidamente pelo bispo de Curitiba, em agosto de 1895. Quatro meses após a aprovação eclesiástica, Amábile, Virgínia e outra jovem chamada Teresa Maule, fizeram os votos religiosos na Congregação. Na ocasião, Amábile adotou o nome de irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Além disso, ela foi nomeada superiora da pequena congregação. Por isso, passou a ser chamada de Madre Paulina.

A semente germina e cresce

A santidade, a caridade e a prática apostólica de Madre Paulina e suas coirmãs fizeram por atrair muitas outras jovens. Apesar da pobreza e das imensas dificuldades em que as irmãzinhas viviam, o exemplo que elas davam arrastava. Por isso, muitas jovens ingressaram na Congregação. Elas continuaram a cuidar dos doentes, da paróquia, das crianças órfãs e dos pobres. Além disso, começaram uma pequena indústria da seda para terem como sobreviver e manter as obras de caridade.

Convite para se instalar em São Paulo

Em 1903, apenas oito anos após a aprovação eclesiástica, o reconhecimento da Congregação já era notório no Brasil por causa da santidade de vida das Irmãzinhas e do trabalho extremamente necessário que realizavam. Por isso, nesse ano, Madre Paulina foi chamada para estender sua obra a São Paulo. Ela viu no convite um chamado de Deus e aceitou o desafio.

A obra em São Paulo

Em 1903, Madre Paulina e algumas irmãs chegaram a São Paulo. Lá, foram morar no bairro Ipiranga, ao lado de uma capela. Logo ela iniciou uma obra importante: a obra da "Sagrada Família", que tinha como objetivo abrigar ex-escravos e suas famílias após a abolição da escravatura, que tinha acontecido em 1888. Essas famílias viviam em péssimas condições e a obra de Madre Paulina deu a elas um pouco de dignidade.

Afastamento, humildade e obediência

Algum tempo depois, a obra cresceu em número de irmãs e em ações sociais. Nesse ínterim, Madre Paulina passou a ser perseguida e caluniada por uma rica senhora, chamada Ana Brotero. Esta, ajudava nas obras. A perseguição foi tanta que, em 1909 o bispo Dom Duarte destituiu Madre Paulina do cargo de superiora da congregação e a exilou em Bragança Paulista, SP. Madre Paulina, num exemplo de obediência, acatou a ordem do bispo, mesmo que em lágrimas de dor. Na ocasião, ela disse: Meu  único desejo é que a obra da Congregação continue para que Jesus Cristo seja conhecido e amado por todos.” No “exílio”, Madre Paulina sujeitou-se aos trabalhos mais humildes e pesados, sem murmurar nem reclamar, mas entregando tudo ao Senhor.

Reconhecimento

Nove anos depois do chamado “exílio”, Madre Paulina foi chamada pelo mesmo bispo de volta à casa geral da Congregação em São Paulo. Suas virtudes de humildade e obediência foram reconhecidas, depois dessa prova de fogo. Por isso, ela foi chamada para viver entre as novas irmãs e servir de exemplo e testemunho cristão para todas. Nesse tempo, destacou-se seu espírito de oração e a grande caridade que tinha para com todas as irmãs, especialmente as doentes.

Morte

A partir de 1938 Madre paulina iniciou um período de grandes sofrimentos físicos. Por causa do diabetes, seu braço direito teve que ser amputado. Depois disso, ficou cega. Foram quatro anos de sofrimentos físicos e de testemunho de fé. Ela permaneceu firme, louvando ao senhor por tudo e sendo cada vez mais amada e admirada pelas irmãzinhas. Por fim, após quatro anos de dor, ela entregou sua alma a Deus, na casa geral da congregação fundada por ela. Era o dia 9 de julho de1942. O papa João Paulo II celebrou sua beatificação em 1991, em visita ao Brasil. Sua canonização aconteceu em 2002, pelo mesmo Papa. Assim, ela passou a ser a primeira santa canonizada no Brasil.

Oração a Santa Madre Paulina

Ó Santa Paulina, que puseste toda a confiança no Pai e em Jesus e que, inspirada por Maria, decidiste ajudar o povo sofrido, nós te confiamos a Igreja que tanto amas, nossas vidas, nossas famílias, a Vida Consagrada e todo o povo de Deus.
(Pedir a graça desejada)
Santa Paulina, intercede por nós, junto a Jesus, a fim de que tenhamos a coragem de lutar sempre, na conquista de um mundo mais humano, justo e fraterno. Amém.”



Pai-Nosso - Ave Maria - Glória

FONTE: https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-santa-madre-paulina/219/102/#c ACESSO EM 9 DE JULHO DE 2018 

VIDEO DO PADRE PAULO RICARDO - SANTA PAULINA 

sábado, 30 de junho de 2018

SÃO AARÃO 1º DE JULHO




História: Moisés, que era gago e tinha dificuldade de se expressar em público. Então Deus colocou Aarão para ser o porta-voz de seu irmão (carnal) Moisés, três anos mais novo que ele.

Aarão o primeiro Sumo Sacerdote dos hebreus. O livro do Eclesiástico, depois de falar de Moisés, refere-se a Aarão: “(Deus) exaltou seu irmão Aarão, semelhante a ele, da tribo de Levi.

Fez com ele uma aliança eterna.Deu-lhe o sacerdócio do seu povo. E cumulou-o de felicidade e de glória” (45,7-8). O livro do Eclesiástico enaltece a figura de Aarão, colocando-o nos primeiros lugares da galeria dos homens ilustres.

Deus fez ele uma aliança eterna. Após sua morte, sucedeu-o seu filho, Eliezer.

Oração de São Aarão: Senhor, hoje de maneira especial, eu Vos peço pelas vocações e em particular pelos sacerdotes. Iluminai os Pastores para que Vosso rebanho caminhe sob Vossa Luz. Dai também aos leigos a Vossa Graça, para que junto com os Pastores possam ser colaboradores na implantação do Reino de Deus entre nós. Amém.

Devoção: À Missão confiada por Deus

Padroeiro: Dos que sofrem de gagueira (Moisés)

Outros Santos do dia: São Anastácio, Basílio (abades); São Caio (papa); Casto e Secundino (márts.); Domiciano (abade0; Ester (rainha); Júlio e Aarão (márts.); Golveno (bispo de Lión); Hilário, Leonário, Arnaldo, Leôncio, Martinho (bispos).

FONTE: http://www.santoprotetor.com/sao-aarao/

sexta-feira, 29 de junho de 2018

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS E DA SAGRADA FACE



Servir a Jesus com alegria. Esta deve ser a motivação de cada cristão e cristã, servir o Senhor. “É livre na liberdade de Deus, que se realiza no amor. E esta é a liberdade que Deus nos dá, e nós não podemos perdê-la: a liberdade de adorar a Deus, de servir a Deus e servi-lo também nos nossos irmãos”. (Papa Francisco) Tomando os relatos evangélicos, percebemos que aqueles que serviam a Cristo tinham uma alegria diferente. Também os apóstolos contagiam pela sua alegria em servir o Senhor (Atos 5,40-42). Desde o início a alegria é uma marca da Igreja. Sem alegria não há Espírito Santo. E sem ela, não há como ser coerente com o Senhor (Dt 28,47). Os santos bebem desta exultação e impulsionam a Igreja por onde passam a viver constantemente nesta festa do céu: “Um santo triste é um triste santo” (São Francisco de Sales). O Carmelo guarda joias raras, entre elas está Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face. Primeiramente um ser humano feliz, depois uma monja alegre. Sua festa na terra acontece por sentir-se chamada por Deus a espalhar amor.
Santa Teresinha nasceu santa? Não! Santa Teresinha quis ser santa? Sim! (Manuscrito C,1). Então precisamos querer e nos esforçar, confiando sempre na Graça de Deus, que podemos ser santos. É desejo de Deus para cada um de nós: “Sede, portanto, perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5, 48).
Salmo 42,4 – Irei ao altar de Deus que é minha alegria e meu júbilo…
Santa Teresinha era bem novinha, mas determinou sua vida a viver as coisas do alto (Col 3,1). Não existe idade para começar a busca de Deus. Ela entrou para o Carmelo com 15 anos. No Carmelo viveu o seu caminho de Santidade. Onde estamos, temos vivido o caminho de santidade? “Servir ao Senhor com alegria, ide a ele cantando de alegria” (Salmo 100,2).
O amor de Deus por nós é eterno. Sua iniciativa é sempre de nos salvar. Deus ama o seu povo, por isso nos deu seu Filho Único. Deus se alegra com nossas vitórias, fica feliz com nossa conversão. Deus também se alegra, sempre que fazemos o bem, sempre que abandonamos o pecado. Todas as vezes que optamos pela verdade, pelo amor e pelo perdão, Deus se alegra.
O caminho do Amor – é o caminho simples da pequena via. Santa Teresinha quer subir ao céu com Jesus e viver com ele, mas precisa antes passar pela “noite escura”. O elevador que Teresinha fala é a graça de Deus, por ela só os pequenos entrarão: “Deixai as crianças, e não as impeçais de virem a mim; porque a pessoas assim é que pertence o Reino dos céus” (Mt 19,14). Com o desejo de ser Tudo, Teresinha descobriu que sendo o Amor no Coração da Igreja realizaria seu sonho. O amor que suporta tudo, amor que perdoa tudo! Sua vida foi uma intensa lição deste texto bíblico de Paulo aos Coríntios. Ainda bem jovem ao entrar no Carmelo de Lisieux, descobre que ali encontrará o seu céu. Quem muito ama, vive o céu já na terra.
Santa Teresinha encontrou dificuldades? Sim! Como as superou? Amando! Já pensou se você sentisse muita fome, e não tivesse o que comer por um longo período? O que lhe aconteceria? Morreria! Não amar é não se alimentar. Caso Teresinha estivesse no Carmelo e não amasse, morreria. Mas esta morte é interna. Morte da alma. Viver num estado vegetativo. Tem muita gente que deixou de alimentar-se do Amor e por isso, vive como mortos.  O pai que deixou de ser pai, a mãe que deixou de ser mãe, os profissionais que deixaram de trabalhar por vocação, os religiosos que também deixam o carisma morrer… É o Amor de Deus em nós, sua vida em nós, que nos anima, nos encoraja, nos corrige, perdoa, afasta o inimigo, ilumina o pensamento, as decisões. Santa Teresinha escreve em seu Manuscrito B, dirigido a Irmã Maria do Sagrado Coração, que Deus é Sol, que ela é passarinho, que existem águias, que voam longe, rápido, que tem força, mas ela é um simples serzinho que fitando seus olhos no divino Sol, recebe dele Amor. Reconhece que o Amor está sempre ali, e mesmo que venha as tempestades, ela insistirá em olhar para o Sol, mesmo que fuja à fé.

“Como pode uma alma tão imperfeita como a minha aspirar à plenitude do Amor?… Ó Jesus! Meu primeiro, meu único Amigo, Tu que amo UNICAMENTE, dize-me que mistério é esse. Por que não reservas essas imensas aspirações para as grandes almas, para as águias que planam nas alturas?… Quanto a mim considero-me apenas como um fraco passarinho coberto só de leve penugem, não sou uma águia, dela só tenho os olhos, e o coração, pois apesar de minha extrema pequenez ouso fixar o Sol Divino, o Sol do Amor, e meu coração sente em si todas as aspirações da águia. O passarinho quer voar para esse Sol brilhante que encanta seus olhos, quer imitar as águias, suas irmãs, que vê alçar-se até o foco divino da Trindade Santíssima… ai! O que pode fazer é abrir as asinhas, voar, porém, não está em sua mínima capacidade! O que será dele? Morrer de tristeza por não se ver tão impotente? Oh não! O passarinho nem vai ficar aflito. Com audaz abandono, quer ficar fitando seu divino Sol; nada poderá assustá-lo, nem o vento nem a chuva, e se nuvens escuras vierem esconder o Astro de Amor o passarinho não trocará de lugar. Sabe que além das nuvens, seu Sol continua brilhando, que seu brilho não poderá eclipsar-se. Às vezes, é verdade, o coração do passarinho é investido pela tempestade, parece não acreditar que existem outras coisas além das nuvens que o envolvem. Esse é o momento da felicidade perfeita para o pobre serzinho frágil. Que felicidade para ele ficar ai, assim mesmo; fixar a luz invisível que foge à sua fé!!!… Jesus, até agora, compreendo teu amor para com o passarinho, pois ele não se afasta de Ti…”[1]
A missionária do Amor, depois que entrou para o Carmelo nunca mais o deixou. Junto com outras irmãs, de sangue e de carisma, enfrentou desafios internos e externos, mas sempre fitando seus olhos em Cristo. Ela que desejou ser tudo, estava agora “presa” no Convento. Qual o mistério escondido? Patrona das missões sem jamais ter saído dos claustros de Lisieux? “Essa vocação é a do Carmelo, pois a única finalidade das nossas orações e dos nossos sacrifícios é ser apostolo dos apóstolos, rezando por eles enquanto evangelizam as almas por suas palavras e, sobretudo, por seus exemplos”[2]. Santa Teresinha, missionária do Amor de Deus, entendeu que a sua vocação era a de rezar pela santificação dos Padres. Santa Teresinha usou da oração e dos pequenos sacrifícios, como principais instrumentos de sua missão.
“O zelo de uma carmelita deve abranger o mundo, espero, com a graça divina, ser útil a mais de dois missionários, e não poderia esquecer de rezar por todos, sem deixar de parte os simples padres cuja missão é, às vezes, tão difícil de cumprir quanto a dos apóstolos que pregam para infiéis. Enfim, quero ser filha da Igreja como era nossa Madre Santa Teresa e rezar nas intenções do nosso Santo Padre, o Papa, sabendo que as intenções dele abrangem o universo. Eis a meta geral da minha vida, mas isso não teria me impedido de rezar e unir-me especialmente às obras dos meus anjinhos queridos se tivessem sido sacerdotes. Pois bem! Eis como me uni espiritualmente aos apóstolos que Jesus me deu como irmãos: tudo o que me pertence, pertence a cada um deles, sinto muito bem que Deus é bom demais para fazer partilhas, é tão rico que dá sem medida tudo o que lhe peço…”[3]
Esse ardor missionário de Santa Teresinha tem por conta seu grande amor pela Igreja. Um coração que muito ama, pode traspor muros, cidades, países, continentes, com um e mesmo objetivo: fazer Jesus amado. Este coração que arde pela missão nos claustros do Carmelo de Lisieux confirma dia após dia seu desejo de no céu continuar a fazer o bem na terra. A irmã Carmelita Augusta de Castro e o Frei Carmelita Emanuele Boaga, copilaram algumas experiências missionárias de Santa Teresinha no seu livro A Caminho com Teresa do Menino Jesus:
  • A oração pela conversão de Pranzini (Ms A, f. 46r), antes ainda de se fazer Carmelita;
  • A correspondência e interesse pelos “irmãos” sacerdotes missionários (Pe. Mauricio Bellière dos Padres Brancos e Pe. Adolfo Roulland, missionário na China). Nesta correspondência revelava toda a sua alma missionária: “trabalhemos juntos na salvação das almas. Não temos senão o dia único desta vida para salvá-las e assim dar ao Senhor as provas do nosso amor” (CT 189).
  • O trabalho junto dos seus irmãos espirituais pela salvação das almas: “Unidas em Jesus, as nossas almas poderão salvar muitas outras… o que nós desejamos é poder trabalhar pela sua glória, amá-lo e fazê-lo amado. Como poderia deixar de ser bendita a nossa união e a nossa oração?” (CT 220; e também CT 201 e 226).
  • O passeio no jardim para diminuir a fadiga que os missionários sofrem em suas viagens (DE/APT 1182).
  • O sofrimento quando sabe que em Roma se luta contra o Papa (CT 121).
  • O desejo de morrer num campo de batalha pela defesa da Igreja (Ms B, f.2v).
  • A inspiração para se reconhecer em todos os membros da Igreja: “Considerando o corpo místico da Igreja, não me reconhecera em nenhum dos membros descritos por São Paulo, antes queria me reconhecer em todos” (Ms B, f. 3v)[4].
Este amor de Teresinha pela missão caracteriza sua mais profunda convicção de que Deus nos amou por primeiro e enviou seu Filho para nos salvar. Esta “dívida” de amor para com Deus se paga amando. Quanto mais nossos corações são levados ao encontro do outro, também nossos pés irão. Deus enviou, Jesus enviou, a Igreja nos envia, a pregar o Evangelho e anunciar que o Reino de Deus está próximo, anunciar o Deus deste Reino, e o amor deste Deus. Santa Teresinha do Menino Jesus fez de sua breve vida, 24 anos, um cântico de amor a Deus. Inspirados neste “rastro” de Deus no Carmelo, permitamos que o Amor seja o centro de nossa alma, que jamais substituamos a Trindade, pela idolatria; passarinhos na mão do Senhor, ousemos cantar sua eterna misericórdia que em nós fez e faz maravilhas.
Santa Teresinha morreu no dia 30 de setembro de 1897 e suas últimas palavras foram: “Meu Deus, eu vos amo!”. Sua breve vida “missionária” na contemplação do Carmelo de Lisieux, nos deixou o que de mais belo poderia esperar de uma alma pura, o amor de Deus que nos leva para o céu. O missionário leva primeiramente a sua experiência de Deus e não propriamente Deus, pois Deus ali já se encontra. A pureza de Santa Teresinha foi marcada por noites escuras profundas, sem nunca, todavia, deixar de amar a Deus. Sua doença castigou seu corpo, mas fez crescer muitas que a acompanharam em seu leito de dor.  A dor do missionário, seu sofrimento, sua noite escura, também é uma forma de falar de Jesus, por isso evangeliza “oportuna e inoportunamente” ( II Timóteo 4.2a.3). “O sangue dos mártires é a semente dos cristãos” – Tertuliano. Crês que possa amar Jesus Cristo e por ele entregar sua vida? Ou apenas amas a Cristo e não tens coragem de entregar-lhe a vida?
Frei Paulo Ricardo Ferreira, O.Carm.
[1] Obras Completas – Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face. Manuscrito B, (O passarinho e a águia divina). Edições Loyola, São Paulo, 2001, pp. 216-217
[2] Cf. Manuscrito A, 56f
[3] Manuscrito C, 33v
[4]BOAGA, Emanuele. A caminho com Santa Teresinha do Menino Jesus. Ed. Loyola, São Paulo, 1997: p.49-50

FONTE:  http://carmelitas.org.br/index.php/2017/10/07/santa-teresinha-do-menino-jesus-e-da-sagrada-face-missionaria-do-amor/ ACESSO EM 29/06/2018

quinta-feira, 28 de junho de 2018

SÃO PEDRO E SÃO PAULO - MÚSICA

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SÃO PEDRO E SÃO PAULO





A solenidade da festa de São Pedro, o Príncipe dos Apóstolos, e de São Paulo, o Apóstolo dos Gentios, é uma das solenidades mais importantes do calendário litúrgico e também uma das mais antigas da Igreja, mais antiga ainda que a solenidade do Natal. A festa dos dois apóstolos já era celebrada no início do século IV, com três missas. A primeira na Basílica de São Pedro, no Vaticano, a segunda na Basílica de São Paulo, e a terceira nas catacumbas de São Sebastião onde ficavam as relíquias dos dois apóstolos. Pedro era de Betsaida, povoação situada na Galiléia, às margens do lago de Genesaré. Chamava-se Simão, e residia em Cafarnaum em companhia do irmão André, pescador, como ele. Paulo era judeu da tribo de Benjamin e chamava-se Saulo. Nasceu em Tarso, cidade da Cilícia, dois anos antes de Jesus, e por nascimento era cidadão romano. Enviado pelo pai, que era da seita dos fariseus, foi estudar em Jerusalém na escola do rabino Gamaliel e tinha, como um dos objetivos, preparar-se para combater o cristianismo. Além da Virgem Santíssima e de São João Batista, São Pedro e São Paulo são os santos mais comemorados e com maior solenidade. Além da festa de hoje, a Igreja comemora no dia 25 de janeiro a conversão de São Paulo, no dia 22 de fevereiro, a Cátedra de São Pedro, e no dia 18 de novembro, a festa da Dedicação das Basílicas de São Pedro e de São Paulo. Por muito tempo se pensou que São Pedro e São Paulo tivessem sofrido o martírio no ano 67, pois embora os fatos históricos referentes a eles sejam incontestáveis, havia muitas dúvidas quanto às datas de martírio dos dois. Hoje a grande maioria dos estudiosos da Bíblia concorda que Pedro morreu no ano 64, crucificado de cabeça para baixo e Paulo morreu decapitado no ano 67. Tudo indica também que a festa dos dois foi colocada nesse dia para ocupar o lugar de uma antiga celebração pagã que comemorava no dia 29 de junho a festa dos mitos Rômulo e Remo, considerados os fundadores da cidade de Roma. Apesar de Pedro e Paulo não terem sido os primeiros a levarem a fé cristã a Roma, são considerados os pais da Roma cristã.
Hoje, a maior homenagem que talvez possamos prestar a São Pedro e a São Paulo, considerados não apenas os pais da Roma cristã, mas colunas mestras de toda a Igreja, seja a de anunciar o Evangelho, com a mesma coragem e alegria com que eles o fizeram, conciliando a generosidade e o equilíbrio de Pedro com a audácia e a visão aberta e universalista de Paulo, e o amor e a fidelidade de ambos a Cristo e à sua Igreja.

FONTE: http://paroquiadesaopedro.org/santo-do-dia/santos-do-mes-de-junho/santo-do-dia-29-de-junho-sao-pedro-e-sao-paulo/

FESTA DE SÃO MATEUS APOSTOLO

A Igreja celebra hoje, de forma especial, a vida de São Mateus apóstolo e evangelista, cujo nome antes da conversão era Levi. Morava e ...