sábado, 30 de junho de 2018

SÃO AARÃO 1º DE JULHO




História: Moisés, que era gago e tinha dificuldade de se expressar em público. Então Deus colocou Aarão para ser o porta-voz de seu irmão (carnal) Moisés, três anos mais novo que ele.

Aarão o primeiro Sumo Sacerdote dos hebreus. O livro do Eclesiástico, depois de falar de Moisés, refere-se a Aarão: “(Deus) exaltou seu irmão Aarão, semelhante a ele, da tribo de Levi.

Fez com ele uma aliança eterna.Deu-lhe o sacerdócio do seu povo. E cumulou-o de felicidade e de glória” (45,7-8). O livro do Eclesiástico enaltece a figura de Aarão, colocando-o nos primeiros lugares da galeria dos homens ilustres.

Deus fez ele uma aliança eterna. Após sua morte, sucedeu-o seu filho, Eliezer.

Oração de São Aarão: Senhor, hoje de maneira especial, eu Vos peço pelas vocações e em particular pelos sacerdotes. Iluminai os Pastores para que Vosso rebanho caminhe sob Vossa Luz. Dai também aos leigos a Vossa Graça, para que junto com os Pastores possam ser colaboradores na implantação do Reino de Deus entre nós. Amém.

Devoção: À Missão confiada por Deus

Padroeiro: Dos que sofrem de gagueira (Moisés)

Outros Santos do dia: São Anastácio, Basílio (abades); São Caio (papa); Casto e Secundino (márts.); Domiciano (abade0; Ester (rainha); Júlio e Aarão (márts.); Golveno (bispo de Lión); Hilário, Leonário, Arnaldo, Leôncio, Martinho (bispos).

FONTE: http://www.santoprotetor.com/sao-aarao/

sexta-feira, 29 de junho de 2018

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS E DA SAGRADA FACE



Servir a Jesus com alegria. Esta deve ser a motivação de cada cristão e cristã, servir o Senhor. “É livre na liberdade de Deus, que se realiza no amor. E esta é a liberdade que Deus nos dá, e nós não podemos perdê-la: a liberdade de adorar a Deus, de servir a Deus e servi-lo também nos nossos irmãos”. (Papa Francisco) Tomando os relatos evangélicos, percebemos que aqueles que serviam a Cristo tinham uma alegria diferente. Também os apóstolos contagiam pela sua alegria em servir o Senhor (Atos 5,40-42). Desde o início a alegria é uma marca da Igreja. Sem alegria não há Espírito Santo. E sem ela, não há como ser coerente com o Senhor (Dt 28,47). Os santos bebem desta exultação e impulsionam a Igreja por onde passam a viver constantemente nesta festa do céu: “Um santo triste é um triste santo” (São Francisco de Sales). O Carmelo guarda joias raras, entre elas está Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face. Primeiramente um ser humano feliz, depois uma monja alegre. Sua festa na terra acontece por sentir-se chamada por Deus a espalhar amor.
Santa Teresinha nasceu santa? Não! Santa Teresinha quis ser santa? Sim! (Manuscrito C,1). Então precisamos querer e nos esforçar, confiando sempre na Graça de Deus, que podemos ser santos. É desejo de Deus para cada um de nós: “Sede, portanto, perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5, 48).
Salmo 42,4 – Irei ao altar de Deus que é minha alegria e meu júbilo…
Santa Teresinha era bem novinha, mas determinou sua vida a viver as coisas do alto (Col 3,1). Não existe idade para começar a busca de Deus. Ela entrou para o Carmelo com 15 anos. No Carmelo viveu o seu caminho de Santidade. Onde estamos, temos vivido o caminho de santidade? “Servir ao Senhor com alegria, ide a ele cantando de alegria” (Salmo 100,2).
O amor de Deus por nós é eterno. Sua iniciativa é sempre de nos salvar. Deus ama o seu povo, por isso nos deu seu Filho Único. Deus se alegra com nossas vitórias, fica feliz com nossa conversão. Deus também se alegra, sempre que fazemos o bem, sempre que abandonamos o pecado. Todas as vezes que optamos pela verdade, pelo amor e pelo perdão, Deus se alegra.
O caminho do Amor – é o caminho simples da pequena via. Santa Teresinha quer subir ao céu com Jesus e viver com ele, mas precisa antes passar pela “noite escura”. O elevador que Teresinha fala é a graça de Deus, por ela só os pequenos entrarão: “Deixai as crianças, e não as impeçais de virem a mim; porque a pessoas assim é que pertence o Reino dos céus” (Mt 19,14). Com o desejo de ser Tudo, Teresinha descobriu que sendo o Amor no Coração da Igreja realizaria seu sonho. O amor que suporta tudo, amor que perdoa tudo! Sua vida foi uma intensa lição deste texto bíblico de Paulo aos Coríntios. Ainda bem jovem ao entrar no Carmelo de Lisieux, descobre que ali encontrará o seu céu. Quem muito ama, vive o céu já na terra.
Santa Teresinha encontrou dificuldades? Sim! Como as superou? Amando! Já pensou se você sentisse muita fome, e não tivesse o que comer por um longo período? O que lhe aconteceria? Morreria! Não amar é não se alimentar. Caso Teresinha estivesse no Carmelo e não amasse, morreria. Mas esta morte é interna. Morte da alma. Viver num estado vegetativo. Tem muita gente que deixou de alimentar-se do Amor e por isso, vive como mortos.  O pai que deixou de ser pai, a mãe que deixou de ser mãe, os profissionais que deixaram de trabalhar por vocação, os religiosos que também deixam o carisma morrer… É o Amor de Deus em nós, sua vida em nós, que nos anima, nos encoraja, nos corrige, perdoa, afasta o inimigo, ilumina o pensamento, as decisões. Santa Teresinha escreve em seu Manuscrito B, dirigido a Irmã Maria do Sagrado Coração, que Deus é Sol, que ela é passarinho, que existem águias, que voam longe, rápido, que tem força, mas ela é um simples serzinho que fitando seus olhos no divino Sol, recebe dele Amor. Reconhece que o Amor está sempre ali, e mesmo que venha as tempestades, ela insistirá em olhar para o Sol, mesmo que fuja à fé.

“Como pode uma alma tão imperfeita como a minha aspirar à plenitude do Amor?… Ó Jesus! Meu primeiro, meu único Amigo, Tu que amo UNICAMENTE, dize-me que mistério é esse. Por que não reservas essas imensas aspirações para as grandes almas, para as águias que planam nas alturas?… Quanto a mim considero-me apenas como um fraco passarinho coberto só de leve penugem, não sou uma águia, dela só tenho os olhos, e o coração, pois apesar de minha extrema pequenez ouso fixar o Sol Divino, o Sol do Amor, e meu coração sente em si todas as aspirações da águia. O passarinho quer voar para esse Sol brilhante que encanta seus olhos, quer imitar as águias, suas irmãs, que vê alçar-se até o foco divino da Trindade Santíssima… ai! O que pode fazer é abrir as asinhas, voar, porém, não está em sua mínima capacidade! O que será dele? Morrer de tristeza por não se ver tão impotente? Oh não! O passarinho nem vai ficar aflito. Com audaz abandono, quer ficar fitando seu divino Sol; nada poderá assustá-lo, nem o vento nem a chuva, e se nuvens escuras vierem esconder o Astro de Amor o passarinho não trocará de lugar. Sabe que além das nuvens, seu Sol continua brilhando, que seu brilho não poderá eclipsar-se. Às vezes, é verdade, o coração do passarinho é investido pela tempestade, parece não acreditar que existem outras coisas além das nuvens que o envolvem. Esse é o momento da felicidade perfeita para o pobre serzinho frágil. Que felicidade para ele ficar ai, assim mesmo; fixar a luz invisível que foge à sua fé!!!… Jesus, até agora, compreendo teu amor para com o passarinho, pois ele não se afasta de Ti…”[1]
A missionária do Amor, depois que entrou para o Carmelo nunca mais o deixou. Junto com outras irmãs, de sangue e de carisma, enfrentou desafios internos e externos, mas sempre fitando seus olhos em Cristo. Ela que desejou ser tudo, estava agora “presa” no Convento. Qual o mistério escondido? Patrona das missões sem jamais ter saído dos claustros de Lisieux? “Essa vocação é a do Carmelo, pois a única finalidade das nossas orações e dos nossos sacrifícios é ser apostolo dos apóstolos, rezando por eles enquanto evangelizam as almas por suas palavras e, sobretudo, por seus exemplos”[2]. Santa Teresinha, missionária do Amor de Deus, entendeu que a sua vocação era a de rezar pela santificação dos Padres. Santa Teresinha usou da oração e dos pequenos sacrifícios, como principais instrumentos de sua missão.
“O zelo de uma carmelita deve abranger o mundo, espero, com a graça divina, ser útil a mais de dois missionários, e não poderia esquecer de rezar por todos, sem deixar de parte os simples padres cuja missão é, às vezes, tão difícil de cumprir quanto a dos apóstolos que pregam para infiéis. Enfim, quero ser filha da Igreja como era nossa Madre Santa Teresa e rezar nas intenções do nosso Santo Padre, o Papa, sabendo que as intenções dele abrangem o universo. Eis a meta geral da minha vida, mas isso não teria me impedido de rezar e unir-me especialmente às obras dos meus anjinhos queridos se tivessem sido sacerdotes. Pois bem! Eis como me uni espiritualmente aos apóstolos que Jesus me deu como irmãos: tudo o que me pertence, pertence a cada um deles, sinto muito bem que Deus é bom demais para fazer partilhas, é tão rico que dá sem medida tudo o que lhe peço…”[3]
Esse ardor missionário de Santa Teresinha tem por conta seu grande amor pela Igreja. Um coração que muito ama, pode traspor muros, cidades, países, continentes, com um e mesmo objetivo: fazer Jesus amado. Este coração que arde pela missão nos claustros do Carmelo de Lisieux confirma dia após dia seu desejo de no céu continuar a fazer o bem na terra. A irmã Carmelita Augusta de Castro e o Frei Carmelita Emanuele Boaga, copilaram algumas experiências missionárias de Santa Teresinha no seu livro A Caminho com Teresa do Menino Jesus:
  • A oração pela conversão de Pranzini (Ms A, f. 46r), antes ainda de se fazer Carmelita;
  • A correspondência e interesse pelos “irmãos” sacerdotes missionários (Pe. Mauricio Bellière dos Padres Brancos e Pe. Adolfo Roulland, missionário na China). Nesta correspondência revelava toda a sua alma missionária: “trabalhemos juntos na salvação das almas. Não temos senão o dia único desta vida para salvá-las e assim dar ao Senhor as provas do nosso amor” (CT 189).
  • O trabalho junto dos seus irmãos espirituais pela salvação das almas: “Unidas em Jesus, as nossas almas poderão salvar muitas outras… o que nós desejamos é poder trabalhar pela sua glória, amá-lo e fazê-lo amado. Como poderia deixar de ser bendita a nossa união e a nossa oração?” (CT 220; e também CT 201 e 226).
  • O passeio no jardim para diminuir a fadiga que os missionários sofrem em suas viagens (DE/APT 1182).
  • O sofrimento quando sabe que em Roma se luta contra o Papa (CT 121).
  • O desejo de morrer num campo de batalha pela defesa da Igreja (Ms B, f.2v).
  • A inspiração para se reconhecer em todos os membros da Igreja: “Considerando o corpo místico da Igreja, não me reconhecera em nenhum dos membros descritos por São Paulo, antes queria me reconhecer em todos” (Ms B, f. 3v)[4].
Este amor de Teresinha pela missão caracteriza sua mais profunda convicção de que Deus nos amou por primeiro e enviou seu Filho para nos salvar. Esta “dívida” de amor para com Deus se paga amando. Quanto mais nossos corações são levados ao encontro do outro, também nossos pés irão. Deus enviou, Jesus enviou, a Igreja nos envia, a pregar o Evangelho e anunciar que o Reino de Deus está próximo, anunciar o Deus deste Reino, e o amor deste Deus. Santa Teresinha do Menino Jesus fez de sua breve vida, 24 anos, um cântico de amor a Deus. Inspirados neste “rastro” de Deus no Carmelo, permitamos que o Amor seja o centro de nossa alma, que jamais substituamos a Trindade, pela idolatria; passarinhos na mão do Senhor, ousemos cantar sua eterna misericórdia que em nós fez e faz maravilhas.
Santa Teresinha morreu no dia 30 de setembro de 1897 e suas últimas palavras foram: “Meu Deus, eu vos amo!”. Sua breve vida “missionária” na contemplação do Carmelo de Lisieux, nos deixou o que de mais belo poderia esperar de uma alma pura, o amor de Deus que nos leva para o céu. O missionário leva primeiramente a sua experiência de Deus e não propriamente Deus, pois Deus ali já se encontra. A pureza de Santa Teresinha foi marcada por noites escuras profundas, sem nunca, todavia, deixar de amar a Deus. Sua doença castigou seu corpo, mas fez crescer muitas que a acompanharam em seu leito de dor.  A dor do missionário, seu sofrimento, sua noite escura, também é uma forma de falar de Jesus, por isso evangeliza “oportuna e inoportunamente” ( II Timóteo 4.2a.3). “O sangue dos mártires é a semente dos cristãos” – Tertuliano. Crês que possa amar Jesus Cristo e por ele entregar sua vida? Ou apenas amas a Cristo e não tens coragem de entregar-lhe a vida?
Frei Paulo Ricardo Ferreira, O.Carm.
[1] Obras Completas – Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face. Manuscrito B, (O passarinho e a águia divina). Edições Loyola, São Paulo, 2001, pp. 216-217
[2] Cf. Manuscrito A, 56f
[3] Manuscrito C, 33v
[4]BOAGA, Emanuele. A caminho com Santa Teresinha do Menino Jesus. Ed. Loyola, São Paulo, 1997: p.49-50

FONTE:  http://carmelitas.org.br/index.php/2017/10/07/santa-teresinha-do-menino-jesus-e-da-sagrada-face-missionaria-do-amor/ ACESSO EM 29/06/2018

quinta-feira, 28 de junho de 2018

SÃO PEDRO E SÃO PAULO - MÚSICA

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SÃO PEDRO E SÃO PAULO





A solenidade da festa de São Pedro, o Príncipe dos Apóstolos, e de São Paulo, o Apóstolo dos Gentios, é uma das solenidades mais importantes do calendário litúrgico e também uma das mais antigas da Igreja, mais antiga ainda que a solenidade do Natal. A festa dos dois apóstolos já era celebrada no início do século IV, com três missas. A primeira na Basílica de São Pedro, no Vaticano, a segunda na Basílica de São Paulo, e a terceira nas catacumbas de São Sebastião onde ficavam as relíquias dos dois apóstolos. Pedro era de Betsaida, povoação situada na Galiléia, às margens do lago de Genesaré. Chamava-se Simão, e residia em Cafarnaum em companhia do irmão André, pescador, como ele. Paulo era judeu da tribo de Benjamin e chamava-se Saulo. Nasceu em Tarso, cidade da Cilícia, dois anos antes de Jesus, e por nascimento era cidadão romano. Enviado pelo pai, que era da seita dos fariseus, foi estudar em Jerusalém na escola do rabino Gamaliel e tinha, como um dos objetivos, preparar-se para combater o cristianismo. Além da Virgem Santíssima e de São João Batista, São Pedro e São Paulo são os santos mais comemorados e com maior solenidade. Além da festa de hoje, a Igreja comemora no dia 25 de janeiro a conversão de São Paulo, no dia 22 de fevereiro, a Cátedra de São Pedro, e no dia 18 de novembro, a festa da Dedicação das Basílicas de São Pedro e de São Paulo. Por muito tempo se pensou que São Pedro e São Paulo tivessem sofrido o martírio no ano 67, pois embora os fatos históricos referentes a eles sejam incontestáveis, havia muitas dúvidas quanto às datas de martírio dos dois. Hoje a grande maioria dos estudiosos da Bíblia concorda que Pedro morreu no ano 64, crucificado de cabeça para baixo e Paulo morreu decapitado no ano 67. Tudo indica também que a festa dos dois foi colocada nesse dia para ocupar o lugar de uma antiga celebração pagã que comemorava no dia 29 de junho a festa dos mitos Rômulo e Remo, considerados os fundadores da cidade de Roma. Apesar de Pedro e Paulo não terem sido os primeiros a levarem a fé cristã a Roma, são considerados os pais da Roma cristã.
Hoje, a maior homenagem que talvez possamos prestar a São Pedro e a São Paulo, considerados não apenas os pais da Roma cristã, mas colunas mestras de toda a Igreja, seja a de anunciar o Evangelho, com a mesma coragem e alegria com que eles o fizeram, conciliando a generosidade e o equilíbrio de Pedro com a audácia e a visão aberta e universalista de Paulo, e o amor e a fidelidade de ambos a Cristo e à sua Igreja.

FONTE: http://paroquiadesaopedro.org/santo-do-dia/santos-do-mes-de-junho/santo-do-dia-29-de-junho-sao-pedro-e-sao-paulo/

BATISMO PRIMEIRO SACRAMENTO



Nossos pais nos deram a vida natural do corpo, mas Deus nos dá a alma e nos destina, além disso, a uma vida sobrenatural; nascemos privados dela pelo pecado original, herdado de Adão.
O batismo apaga o pecado original, nos dá a fé e a vida divina, e nos torna filhos de Deus. A Santíssima Trindade toma posse da alma e começa a nos santificar.
Segundo o plano de amor do Senhor, o batismo é necessário para a salvação.
O que é o batismo?
É o sacramento pelo qual nascemos para a vida e nos tornamos filhos de Deus.
Por que o batismo é o primeiro dos sacramentos?
É o primeiro dos sacramentos porque é a porta que dá acesso aos demais sacramentos, e sem ele não se pode receber nenhum outro.
Que efeitos produz o batismo?
Os efeitos que o batismo produz são: perdoa o pecado original, e qualquer outro pecado, com as penas devidas por eles. Nos dá as três divinas pessoas junto com a graça santificante. Infunde a graça santificante, as virtudes sobrenaturais e os dons do Espírito a graça santificante, as virtudes sobrenaturais e os dons do Espírito Santo. Imprime na alma o caráter sacramental que nos faz cristãos para sempre e somos incorporados à Igreja.
O Batismo é necessário para a salvação?
Segundo o plano do Senhor o batismo é necessário para a salvação, assim como a própria Igreja, à qual o batismo introduz.
Quem pode batizar?
Ordinariamente podem batizar o bispo, o sacerdote e o Diácono, mas em caso de necessidade qualquer pessoa que tenha intenção de fazer o que a Igreja faz.
Como se batiza?
O batizado se realiza derramando água sobre a cabeça e dizendo: “Eu te Batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.
O que é o Catecumenato?
É a preparação que devem receber aqueles que serão batizados tendo alcanço o uso da razão.

TERCEIRO MANDAMENTO DA IGREJA - COMUNGAR AO MENOS PELA PÁSCOA




O terceiro mandamento da Lei da Igreja é ‘Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição’.
Esse preceito foi criado para garantir um “mínimo na recepção do Corpo e Sangue do Senhor, em ligação com as festas pascais, origem e centro da Liturgia cristã.” (Catecismo da Igreja Católica, 2042)
Jesus quis fazer-se alimento espiritual para a nossa salvação.  Ele é o alimento que nos traz a vida eterna: “Eu sou o pão da vida. Vossos pais, no deserto, comeram o maná e morreram. Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer. 
Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.” (Jo 6,48-51).
Portanto, é lógico que a Igreja promulgue esse mandamento, visando garantir que os fiéis tenham, ao menos uma vez por ano, a comunhão plena com Cristo, recebendo o seu próprio Corpo e Sangue como alimento.A Eucaristia é afirmada no Concílio Vaticano II como «fonte e centro de toda a vida cristã» (Const. dogm. sobre a Igreja Lumen gentium, 11): dela os fiéis se nutrem.
É tão importante que os dois últimos Papas dedicaram um documento inteiro para escreverem sobre ela. O Beato João Paulo II escreveu a encíclica Ecclesia de Eucharistia, onde faz a relação da Eucaristia com a Igreja.
Bento XVI escreveu uma exortação apostólica pós-sinodal (após o sínodo, que é uma grande reunião de bispos de um continente), denominada Sacramentum Caritatis, onde define a Eucaristia como fonte e ápice da vida e da missão da Igreja. Sobre a Eucaristia aprofundaremos mais em breve, quando falemos sobre esse sacramento.
Vivendo o preceitoTodo cristão que já recebeu a primeira comunhão e que não tenha nenhum impedimento de comungar deve cumprir esse preceito. Não por obrigação, mas porque precisamos para a nossa vida espiritual. Quem não pode comungar também está convidado à comunhão espiritual.Para receber esse sacramento deve estar em estado de graça, ou seja, não ter cometido nenhum pecado mortal. Caso tenha cometido, é indispensável receber antes o sacramento da reconciliação.
É muito importante observar o jejum de uma hora antes de receber a comunhão.Aprender de Maria, a mulher eucarística  O Beato João Paulo II nos propõe o seguinte: “Se quisermos redescobrir em toda a sua riqueza a relação íntima entre a Igreja e a Eucaristia, não podemos esquecer que Maria [...] pode guiar-nos para o Santíssimo Sacramento porque tem uma profunda ligação com ele” (Ecclesia de Eucharistia, 53). Lembremos que Ela foi a que primeiro recebeu Cristo no seu interior, sendo o primeiro « sacrário » da história para o Filho de Deus. 
Acolhamos o convite de Maria, façamos o que o seu Filho nos disser (Jo 2, 5). Entremos em comunhão com Ele, para que a nossa vida seja plena. 
Sobre esse preceito você se aprofundar em:
- Catecismo da Igreja Católica, 2042- Código de Direito Canônico, cânon 920
- Encíclica Ecclesia de Eucharistia, João Paulo II
- Exortação apostólica pós-sinodal Sacramentum Caritatis, Bento XVI.  

FONTE: http://www.a12.com/redacaoa12/igreja/terceiro-mandamento-da-igreja-comungar-ao-menos-pela-pascoa-da-ressurreicao ACESSO EM 28/09/2018

quarta-feira, 27 de junho de 2018

SANTO IRINEU




História: Santo Irineu foi discípulo de São Policarpo de Esmirna, que por sua vez o foi do Apóstolo São João. Nasceu e se formou na Ásia Menor e viveu muitos anos na Gália, onde foi bispo de Lyon. A autoridade muito especial de que ele goza lhe vem da grande proximidade com a tradição apostólica e do fato de ter conhecido tanto a tradição ocidental quanto a oriental da Igreja. Combateu arduamente os erros gnósticos e assentou as bases sobre as quais se desenvolveria, mais tarde, a ciência da Mariologia. Documentos muito antigos e dignos de todo o crédito afirmam que sofreu o martírio, mas não especificam a forma e o local preciso desse fato. A Igreja sofria perseguição por parte dos imperadores. E era, ao mesmo tempo, dilacerada pelas heresias, que ameaçavam sua unidade na fé. Santo Irineu soube entender o seu tempo e fez a síntese genial do pensamento cristão para a época – e poderíamos dizer, também para nós, no dia de hoje. E um bispo mártir que será lembrado até o final dos tempos. Suas obras se conservam até o dias de hoje. E nas grandes universidades, há sempre novas pesquisas e teses sobre ele. As obras literárias de São Irineu lhe têm valido a dignidade de figurar proeminentemente entre os doutores da Igreja, já que seus escritos não somente serviram para colocar cimentos da teologia cristã, como também para expor e refutar os erros dos gnósticos , defendendo assim a fé católica das insidiosas doutrinas daqueles hereges. No ano de 177 foi enviado a Roma com uma delicadíssima missão. Em época da perseguição de Marco Aurélio, enviaram ao Papa Eleutério, através de Irineu, “a mais piedosa e ortodoxa das cartas”, com uma apelo ao Pontífice para que tratasse com a suavidade aos irmãos montanhistas de Frigia. Também, recomendavam ao portador da missiva, como a um sacerdote “animado por um zelo veemente para dar testemunho de Cristo”. Tão prontamente regressou a Lyon, ocupou a sede episcopal que havia deixado vaga a São Potino. Escreveu um tratado de cinco livros, em cuja primeira parte expôs as doutrinas internas das diversas seitas para contrapô-las depois às ensinamentos dos Apóstolos e os textos das Sagradas Escrituras. Em seu método de combate, Irineu expõe a teoria “inimiga”, desenvolve-a até chegar a sua conclusão lógica e procede a demonstrar sua falsidade. Irineu estava firmemente convencido de que uma grande parte do atrativo do gnosticismo, encontrava-se na véu do mistério com o qual gostavam de se envolver. São Irineu preocupa-se mais em converte e, portanto, escreve com a estudada moderação e cortesia. Graças a seus escritos, os gnósticos deixaram de constituir uma ameaça para a Igreja e a fé católicas. O tratado contra os gnósticos chegou até nós integral em sua versão latina e, em datas posteriores, descobriu-se a existência de outro escrito seu: a exposição da pregação apostólica, traduzida para o armênio. Os restos mortais de São Irineu, como diz Gregório de Tours, foram sepultados numa cripta, sob o altar da que então se chamava Igreja de São João, porém mais tarde foi dado o nome de São Irineu. Esta tumba ou santuário foi destruída por calvinistas em 1562 e , pelo parecer, desapareceram os últimos vestígios de suas relíquias.
Oração do Santo Irineu: Deus, nosso Pai, vós concedestes ao bispo Santo Irineu firmar a verdadeira doutrina e a paz da Igreja; pela intercessão de vosso servo, renovai em nós a fé a caridade, para que nos apliquemos constantemente em alimentar a união e a concórdia.
Devoção: Ao combate as heresia, devoção a Jesus e à Maria

FONTE http://www.santoprotetor.com/santo-irineu-2/ ACESSO EM 27/06/2018

terça-feira, 26 de junho de 2018

A NÓS DESCEI DIVINA LUZ



VÍDEO YOUTUBE

A nós descei, Divina Luz
A nós descei, Divina Luz
Em nossas almas acendei
O amor, o amor de Jesus!
Em nossas almas acendei
O amor, o amor de Jesus!

Vós sois a alma da Igreja
Vós sois a vida, sois o amor
Vós sois a graça benfazeja
Que nos irmana no Senhor!
Vós sois a graça benfazeja
Que nos irmana no Senhor!

A nós descei, Divina Luz
A nós descei, Divina Luz
Em nossas almas acendei
O amor, o amor de Jesus!
Em nossas almas acendei
O amor, o amor de Jesus!

Divino Espírito descei
Os corações vinde inflamar
E as nossas almas preparar
Para o que Deus nos quer falar!
E as nossas almas preparar
Para o que Deus nos quer falar!

A TI MEU DEUS



VÍDEO YOUTUBE

A ti meu deus
Elevo meu coração
Elevo as minhas mãos
Meu olhar, minha voz

A ti meu Deus eu quero oferecer
Meus passos e meu viver
Meu caminhos, meu sofrer

(Refrão)
A tua ternura Senhor vem me abraçar
E a tua bondade infinita me perdoar
Vou ser o teu seguidor e te dar o meu coração
Eu quero sentir o calor de tuas mãos

A ti meu Deus
Que és bom e que tens amor
Ao pobre, ao sofredor
Vos servir, esperar

Em ti Senhor
Humildes se alegrarão
Cantando a nossa canção
De esperança e de paz

(Refrão)
A tua ternura Senhor vem me abraçar
E a tua bondade infinita me perdoar
Vou ser o teu seguidor e te dar o meu coração
Eu quero sentir o calor de tuas mãos


27 DE JUNHO DE 2018 - EVANGELHO DE SÃO MATEUS

 

 

Leitura (2Reis 22,8-13;23,1-3)

Leitura do Segundo Livro dos Reis.
Naqueles dias, 22,8 o sumo sacerdote Helcias disse ao secretário Safã: “Achei o livro da Lei na casa do Senhor!” Helcias deu o livro a Safã, que também o leu. 9 Então o secretário Safã foi à presença do rei e fez-lhe um relatório nestes termos: “Os teus servos juntaram o dinheiro que se achou no templo e entregaram-no aos empreiteiros encarregados do templo do Senhor”.
10 Em seguida, o secretário Safã comunicou ao rei: “O sacerdote Helcias entregou-me um livro”. E Safã leu-o diante do rei. 11 Ao ouvir as palavras do livro da Lei, o rei rasgou as suas vestes. 12 E ordenou ao sacerdote Helcias, a Aicam, filho de Safã, a Acobor, filho de Miquéias, ao secretário Safã e a Asaías, ministro do rei: 13 “Ide e consultai o Senhor a meu respeito, a respeito do povo e de todo o Judá, sobre as palavras deste livro que foi encontrado. Grande deve ser a ira do Senhor que se inflamou contra nós, porque nossos pais não obedeceram as palavras deste livro, nem puseram em prática tudo o que nos fora prescrito”.
23,1 Então o rei mandou que se apresentassem diante dele todos os anciãos de Judá e de Jerusalém. 2 E subiu ao templo do Senhor com todos os homens de Judá e todos os habitantes de Jerusalém, os sacerdotes, os profetas e todo o povo, do maior ao menor. Leu diante deles todo o conteúdo do livro da Aliança que tinha sido achado na casa do Senhor. 3 De pé, sobre o seu estrado, o rei concluiu a aliança diante do Senhor, obrigando-se a seguir o Senhor e a observar seus mandamentos, preceitos e decretos, de todo o seu coração e de toda a sua alma, cumprindo as palavras da Aliança escritas naquele livro. E todo o povo aderiu à Aliança.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
 

Salmo Responsorial 118

— Ensinai-me a viver vossos preceitos, ó Senhor!
— Ensinai-me a viver vossos preceitos, ó Senhor!
— Ensinai-me a viver vossos preceitos; quero guardá-los fielmente até o fim!
— Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei, e de todo o coração a guardarei.
— Guiai meus passos no caminho que traçastes, pois só nele encontrarei felicidade.
— Inclinai meu coração às vossas leis, e nunca ao dinheiro e à avareza.
— Desviai o meu olhar das coisas vãs, dai-me a vida pelos vossos mandamentos!
— Como anseio pelos vossos mandamentos! Dai-me a vida, ó Senhor, porque sois justo!
 

Evangelho (Mateus 7,15-20)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7,15 “Cuidado com os falsos profetas: Eles vêm até vós vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. 16 Vós os conhecereis pelos seus frutos. Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas? 17 Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má, produz frutos maus. 18 Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má pode produzir frutos bons. 19 Toda a árvore que não dá bons frutos é cortada e jogada no fogo. 20 Portanto, pelos seus frutos vós os conhecereis”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SÃO CIRILO DE ALEXANDRIA



Cirilo nasceu no ano de 370, no Egito. Era sobrinho de Teófilo, bispo de Alexandria, e substituiu o tio na importante diocese do Oriente de 412 até 444, quando faleceu aos setenta e quatro anos de idade.

Foram trinta e dois anos de episcopado, durante os quais exerceu forte liderança na Igreja, devido à rara associação de um acurado e profundo conhecimento teológico e de uma humildade e simplicidade próprias do pastor de almas. Deixou muitos escritos e firmou a posição da Igreja no Oriente. Primeiro, resolveu o problema com os judeus que habitavam a cidade: ou deixavam de atacar a religião católica ou deviam mudar-se da cidade. Depois, foi fechando as igrejas onde não se professava o verdadeiro cristianismo.

Mas sua grande obra foi mesmo a defesa do dogma de Maria, como a Mãe de Deus. Ele se opôs e combateu Nestório, patriarca de Constantinopla, que professava ser Maria apenas a mãe do homem Jesus e não de Um que é Deus, da Santíssima Trindade, como está no Evangelho. Por esse erro de pregação, Cirilo escreveu ao papa Celestino, o qual organizou vários sínodos e concílios, onde o tema foi exaustivamente discutido. Em todos, esse papa se fez representar por Cirilo.

O mais importante deles talvez tenha sido o Concilio de Éfeso, em 431, no qual se concluiu o assunto com a condenação dos erros de Nestório e a proclamação da maternidade divina de Nossa Senhora. Além, é claro, de considerar hereges os bispos que não aceitavam a santidade de Maria.

Logo em seguida, todos eles, ainda liderados por Nestório, que continuaram pregando a tal heresia, foram excomungados. Contudo as idéias "nestorianas" ainda tiveram seguidores, até pouco tempo atrás, no Oriente. Somente nos tempos modernos elas deixaram de existir e todos acabaram voltando para o seio da Igreja Católica e para os braços de sua eterna rainha: Maria, a Santíssima Mãe de Deus.

Cultuado na mesma data por toda a Igreja Católica, do Oriente e do Ocidente, são Cirilo de Alexandria, célebre Padre da Igreja, bispo e confessor, recebeu o título de doutor da Igreja treze séculos após sua morte, durante o pontificado do papa Leão XIII.

FONTE: http://www.espacomissionario.com.br/santo-do-dia/junho/Sao-Cirilo-de-Alexandria.html ACESSO EM 26/07/2018 

Oração de São Cirilo de Alexandria: Ó Deus, que iluminastes e conduzistes o bispo São Cirilo na proclamação de Maria Mãe de Deus, dai, aos que professam a maternidade divina, serem salvos pela encarnação do Vosso Filho. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.

NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO



Hoje celebramos a festa de Nossa Senhora sob o título de nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A devoção chegou ao Brasil no final do século XIX, trazida pelos redentoristas que aqui se estabeleceram, em 1893. Graças ao zelo dos missionários redentoristas logo a devoção se expandiu e alcançou enorme popularidade. O quadro histórico apresenta uma figura bizantina sobre madeira dourada, representando a Virgem Maria a meio corpo, vestida com uma túnica vermelha e tendo um manto escuro, cobrindo-lhe a cabeça. O Menino Jesus, sentado em seu braço esquerdo, olha assustado para os pregos e a cruz, instrumentos da paixão que lhe são apresentados pelos anjos São Miguel e São Gabriel. Suas mãozinhas apertam a mão de Maria, como a pedir-lhe proteção, e com o movimento de medo a sandália do pé esquerdo se desamarra. Maria abriga-o com ternura e Jesus se sente seguro nos braços da mãe. Ambos têm uma auréola em volta da cabeça e usam uma coroa. Na parte superior estão algumas letras do alfabeto grego, o que demonstra, segundo os entendidos, que o pintor do quadro era grego. De acordo com a tradição, o quadro foi trazido da ilha de Creta por um rico negociante e a partir de 1499 Nossa Senhora do Perpétuo Socorro começou a ser venerada na igreja de São Mateus, em Roma, e ali permaneceu durante três séculos. Em 1812 o velho santuário foi demolido, o quadro foi colocado num oratório dos padres agostinianos, longe dos olhares dos devotos, onde ficou perdido durante muitos anos. No ano de 1866, os missionários redentoristas se estabeleceram no antigo Convento dos agostinianos e um dos religiosos encontrou documentos referentes à imagem. Após intensa procura a encontraram e obtiveram do Papa Pio IX o quadro que foi colocado na igreja dedicada a Santo Afonso de Ligório, em Roma. Junto com o quadro, os missionários redentoristas receberam do Papa uma incumbência: “Fazei com que todo mundo conheça o Perpétuo Socorro”. E essa é uma missão que os missionários da Congregação do Santíssimo Redentor realizam até hoje, com muito entusiasmo e devoção.
Assim como há vinte séculos nada pôde separar Maria de seu Filho e ela permaneceu firme, de pé, ao lado da cruz, ninguém pode hoje separar Maria daqueles que ela, na cruz, recebeu como filhos e filhas dos lábios do próprio Jesus. Para todos os que vivem assustados diante das cruzes da injustiça e dos cravos da violência fabricados pelo egoísmo humano, Maria é presença materna, amparo seguro e socorro perpétuo.

FONTE: http://paroquiadesaopedro.org/santo-do-dia/santos-do-mes-de-junho/santo-do-dia-27-de-junho-nossa-senhora-do-perpetuo-socorro/
ACESSO EM 26/06/2018

DEI VERBUM



Eis outro documento importantíssimo do Concílio Vaticano II: a Constituição Dogmática Dei Verbum, sobre a Revelação. A tentação nossa é pensar logo que este documento trata da Bíblia. Errado. Para o cristianismo revelação não é a Bíblia, não é um livro, é uma Pessoa: Jesus Cristo, rosto e palavra de Deus para nós, cheio de graça e de verdade. E mais, não um Jesus qualquer, fruto simplesmente de uma pesquisa ou de uma opinião de algum erudito. O Jesus Cristo real, vivo e vivificante é aquele crido, adorado, vivido e testemunhado pela Igreja. É ele a Revelação!
            A Dei Verbum compõe-se de um proêmio, isto é, uma introdução e seis capítulos. Vamos a eles. 
            Já na sua introdução, o Documento deixa claro que o Concílio (e a Igreja) coloca-se debaixo da Palavra de Deus, que é Jesus Cristo (cf. DV 1). Depois, no capítulo I, passa a tratar do que é a Revelação divina: Deus, por livremente, no seu amor e sabedoria quis revelar-se aos homens por meio de Jesus Cristo para chamá-los a participar da vida divina. Então, o Senhor Deus não quer revelar coisas, mas deseja revelar seu coração amoroso. A Revelação é um diálogo de Deus com a humanidade através de sua Palavra eterna feita carne, Jesus. Este diálogo é para nos levar à vida com Deus, a vida eterna, nossa plenitude (cf. DV 2). Depois a Dei Verbum mostra como esta revelação foi sendo preparada ao longo da história, preparando para Jesus: na própria criação Deus já se manifesta pela sua amorosa providência, na eleição de Abraão, nosso Pai na fé, na aliança com Israel e na palavra dos profetas. Assim Deus foi preparando Israel e a humanidade para Jesus Cristo (cf. DV 3). Finalmente, chega Jesus, plenitude da revelação: Ele é a própria Palavra de Deus feita gente, feita carne. Nele Deus se deu a nós totalmente (cf. DV 4). Ainda neste capítulo primeiro coloca-se a questão: como receber esta revelação de Deus? Qual a nossa atitude, a nossa resposta? A Dei Verbum responde: “A Deus revelador, é devida a obediência da fé!” (DV 5). Em outras palavras: a Revelação deve ser acolhida com fé, com aquela abertura amorosa e disponível que atinge e engloba a pessoa como um todo. A Revelação não é um conjunto de informações para a inteligência, mas Alguém que vem ao nosso encontro e a quem devemos acolher com todo o nosso ser. No entanto, a Revelação inclui também verdades reveladas que devem ser cridas porque foram reveladas por Deus (cf. DV 6). 
            O capítulo II trata da transmissão da Revelação. Eis as idéias mais importantes: Cristo, Revelação do Pai, confiou a Revelação aos apóstolos que pregaram, viveram e, por inspiração do Espírito Santo, colocaram por escrito a mensagem salvífica. Para que essa mensagem de salvação continuasse viva na Igreja os Apóstolos deixaram os Bispos como seus sucessores e guardiões verdade salvífica, contida na Tradição oral e na Sagrada Escritura (cf. DV 7). Quanto à Tradição apostólica, ela abrange tudo aquilo que coopera para a vida santa do Povo de Deus e para o aumento da sua fé. Onde está a Tradição? Na doutrina, na vida e no culto da Igreja, que é guiada pelo Espírito Santo. Compete aos Bispos em comunhão com o Papa o discernimento da Tradição apostólica, que vai sempre progredindo na Igreja sob a inspiração do Santo Espírito (cf. DV 8). Ainda quanto à Tradição: ela está intimamente unida à Sagrada escritura, pois ambas dão testemunho do mesmo Cristo. Escritura e Tradição devem ser recebidas e veneradas com igual reverência (DV 9). Compete aos Bispos em comunhão com o Papa a interpretação última seja da Escritura seja da Tradição: eles receberam autoridade de Cristo para isso e nesse discernimento são guiados pelo Espírito Santo (cf. DV 10). 
            O capítulo III afirma que a Escritura é toda ela inspirada por Deus, pois os seus autores escreveram por inspiração do Espírito Santo, de modo que, mesmo que cada autor dos livros bíblicos tenha seu estilo e sua visão, o autor final da Escritura é o próprio Deus e a Bíblia é realmente palavra de Deus que nos transmite a verdade para a nossa salvação. Não se trata de verdade científica ou histórica, mas a verdade sobre Deus, sobre o homem e sobre o sentido da vida e do mundo (cf. DV 11). Por isso mesmo, a interpretação correta da Bíblia requer que se conheça a cultura do povo da Bíblia, a mentalidade e intenção do autor sagrado, bem como o gênero literário em que tal ou qual obra foi escrita. Sem contar que toda interpretação deve estar de acordo com o Magistério da Igreja (cf. DV 12). Uma coisa é certa: seja o simples crente, seja o estudioso erudito, deve procurar o sentido último da Escritura em Cristo e procurar interpretá-la no mesmo Espírito Santo que a inspirou e a entregou à Santa Igreja (cf. DV 21). 
            Depois, no capítulo IV, a Dei Verbum recorda que o Antigo Testamento é Palavra de Deus e prepara para o Cristo e, por isso, somente pode ser bem compreendido à luz de Cristo. No capítulo V, fala do Novo Testamento, mostrando que ele é mais excelente que o Antigo porque é o cumprimento em Cristo daquilo que o Antigo anunciava. Ensina também que os evangelhos são de origem apostólica e contêm uma interpretação segundo a fé e inspirada pelo Espírito da vida, palavras e missão de Jesus Cristo. 
            Finalmente, o capítulo VI recorda a veneração que a Igreja tem pelas Sagradas Escrituras como Palavra de Deus e exorta os fiéis a que se alimentem dessa santa Palavra para o bem de sua vida espiritual e da sua vida moral. Também recorda que a Sagrada Escritura deve ser a alma da Teologia. Exorta os ministros sagrados a que preguem a Palavra, sobretudo cuidando bem das homilias na Santa Missa. A celebração da Eucaristia é o lugar por excelência para se proclamar e escutar a Palavra de Deus, pois aí, a Palavra anunciada, que é Jesus Cristo, faz-se carne que alimenta e dá vida. A salvação anunciada na Escritura é celebrada na Páscoa eucarística. 
            Eis, em linhas gerais, a belíssima Dei Verbum.

FONTE:  https://www.domhenrique.com.br/single-post/2009/05/10/A-Dei-Verbum ACESSO EM 26/06/2018

INDULGÊNCIAS



Em algumas ocasiões, Igreja oferece aos seus filhos a possibilidade de receber indulgência por seus pecados. Trata-se de uma doutrina que causou polêmica na história (deu início à revolta luterana) e é de difícil compreensão teológica. Muitas pessoas têm perguntado sobre o sentido das indulgências e algumas pediram-me que escrevesse sobre o tema. Por isso, decidi tratar do tema. 

Um pouco de história 

As raízes da prática da indulgências estão na Igreja primitiva, mas a prática mesma somente surgiu na França no século X e a doutrina sobre esta prática (a reflexão sobre o sentido da prática) deu-se somente a partir do século XII. É como na vida: primeiro as coisas acontecem, depois é que se reflete sobre o sentido do que aconteceu! Vou apresentar de modo muito resumido a história das indulgências e depois vou demorar-me mais explicando o sentido bíblico e teológico delas.
No início a disciplina penitencial da Igreja era muito rígida: uma pessoa que cometesse pecado grave após o Batismo, depois de confessar seu pecado não recebia logo a absolvição. Primeiro tinha que cumprir a penitência pelo seu pecado – penitência esta que era muito severa. Hoje o padre diz: “reze um salmo”, “faça um ato de caridade a uma pessoa”, “reze um pai-nosso”... Antigamente não era assim. A penitência poderia ser, por exemplo, um ano sem poder negociar, um ou dois anos sem poder assumir cargos públicos, para os casados, um ano sem ter relações sexuais, um longo tempo afastado de atividades comerciais, um ano de jejum, etc. Enquanto cumpria a penitência, o penitente não podia participar da Missa completa: saía após a Oração dos fiéis! Em geral era na Quinta-feira santa pela manhã que o Bispo reunia todos os penitentes que tinham terminado de cumprir a penitência e dava-lhes, finalmente, a absolvição dos pecados. Eles, então, poderiam participar da santa Missa da Vigília pascal e voltar a comungar! (É dessa reunião do Bispo com os penitentes na Quinta-feira pela manhã que surgiu a nossa Missa do Crisma).
No século X, os bispos franceses, pela primeira vez abreviaram ou suprimiram a penitência daqueles penitentes que livremente ajudassem nas obras públicas pelo bem da comunidade: construção ou manutenção de hospitais e leprosários, de santuários, etc. Assim, a Igreja, mediante estas obras que o penitente realizava com espírito de piedade e com espírito de reparação da ofensa a Deus, dispensava-o da penitência devida pelo seu pecado. Era um modo de mostrar benevolência e misericórdia para com o penitente que sofria com o demorado período penitencial que lhe era imposto. Daqui nasceram as indulgências: obras realizadas com espírito de piedade e arrependimento mediante as quais a Igreja suplicava a Deus o perdão para as penas que o pecado trazia para o pecador. Assim, a Igreja, corpo e esposa de Cristo, ministra da reconciliação, derramava sobre seus filhos as riquezas da graça e do perdão do Senhor Jesus morto e ressuscitado!
Infelizmente, houve excessos na baixa Idade Média: muitas vezes as indulgências foram usadas como meio fácil de arrecadar dinheiro: ao invés de obras de misericórdia, a obra pedida para obter-se as indulgências eram fartas esmolas em dinheiro ou terras. É clara a tentação de fazer das indulgências por um lado, um meio fácil de arrecadar dinheiro por parte das autoridades eclesiásticas e por outro lado, um meio fácil para o penitente achar-se livre das conseqüências do pecado sem um real esforço de conversão. Os abusos levavam a pensar que o céu poderia ser comprado. Um pouco como algumas seitas fazem hoje com o dízimo! Então, uma prática que em si mesma tem sentido evangélico, foi usada de modo abusivo... que provocou escândalos e ajudou a causar divisões na Igreja de Cristo. Hoje, graças a Deus, o sentido das indulgências foi retomado e aprofundado. É este sentido que vou apresentar a seguir. 
Um pouco de teologia 
Antes de tudo é bom deixar claro que as indulgências fazem parte da fé da Igreja. Um católico não pode negar sua validade. O Concílio de Trento ensinou que a doutrina das indulgências é útil e deve ser mantida! A questão é como compreender tal doutrina. Aqui entra o papel do teólogo!
Não encontramos diretamente uma palavra da Sagrada Escritura sobre as indulgências. No entanto, encontramos nela os elementos que fundamentam e justificam a doutrina sobre as mesmas. Vejamos! Para toda a Escritura é muito claro que o pecado deixa marcas em nós: ele nos afasta de Deus, de modo que voltar a ele é um processo mais ou menos longo, dependendo do caso. Mesmo quando a pessoa se arrepende e o pecado é perdoado, ficam conseqüências, seqüelas que não desaparecem de uma vez só. É aí que aparece a necessidade de uma sincera penitência, uma reeducação nos caminhos de Deus, uma clara e humilde aceitação do seu juízo. Vejamos alguns exemplos: “Congregados em nome de Nosso Senhor Jesus vós e meu espírito com autoridade de Nosso Senhor Jesus, entrego esse tal a Satanás para ruína da carne, a fim de que o espírito seja salvo no dia do Senhor” (1Cor 5,4s); “Alguns, que a rejeitaram, naufragaram na fé. É o caso de Himeneu e Alexandre, que entreguei a Satanás para aprenderem a não blasfemar” (1Tm 1,19s); “Por seus julgamentos o Senhor nos corrige para não sermos condenado com o mundo” (1Cor 11,32); “Eis que vou lançá-la na cama e em grande tribulação aqueles que com ela cometem adultério, a não ser que se arrependam de suas obras. Seus filhos, eu os farei morrer, e todas as igrejas conhecerão que sou eu quem sonda os rins e os corações. Retribuirei a cada um de vós segundo as obras” (Ap 2,22s). Portanto, o pecado deixa conseqüências em nós e nos outros que não são suprimidas pelo simples arrependimento: “Para o homem ele disse: ‘Porque ouviste a voz da mulher e comeste da árvore, cujo fruto te proibi comer, amaldiçoada será a terra por tua causa’” (Gn 1,17ss); “O Senhor disse a Moisés e Aarão: ‘Visto que não acreditastes em mim, santificando-me aos olhos dos israelitas, não introduzireis este povo na terra que lhes vou dar’. O Senhor disse a Moisés: ‘Sobe ao monte Abarim para ver a terra que darei aos israelitas. Depois de vê-la, também irás reunir-te a teu povo, como já aconteceu com teu irmão Aarão’”. (Nm 20,12; 27,13s); “Davi respondeu a Natã: ‘Pequei contra o Senhor’. Natã lhe replicou: ‘O Senhor, de sua parte, perdoou o teu pecado e não deverás morrer. Só que, por teres ultrajado o Senhor com o teu proceder, o filho que te nasceu morrerá’” (2Sm 12,13s).
O que a Escritura quer ensinar com estas passagens bíblicas que citei? Que Deus é carrasco, que gosta de castigar o pecador arrependido? Não! O sentido é outro, bem mais profundo: toda má ação nossa, todo pecado, nos prejudica, nos fecha para Deus e para os outros, nos desfigura e nos deixa mais fracos, dependentes: “Todo aquele que comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8,34). Pensemos numa pessoa que fuma: fica mais dependente e prejudica os outros com suas baforadas... e mesmo que queira deixar de fumar, sente-se tanto mais fraca para deixar quanto mais arraigado for o seu vício. E aquele que fala mal da vida alheia: quanto mais fala, mais viciado fica. Pois bem, ao confessar sua falta, o pecador é perdoado, mas o vício ficou mais forte, mais entranhado e o prejuízo que causou aos outros, falando deles, não é eliminado e continua fazendo mal! Portanto o pecado que cometemos deixa cicatrizes em nós e nos outros! Então, como corrigir isso? Como livrar-se do vício? Como corrigir o prejuízo, as seqüelas que o vício deixa? Pela oração, a penitência, as obras de caridade e o combate espiritual! A Escritura muitas vezes fala disto e nos exorta a este combate, a este esforço disciplinado e constante para extirpar o mal em nós! Tudo isso vai nos abrindo para Deus e os irmãos, vai nos reeducando, vai nos redirecionando para o bem, vai nos amadurecendo e dando força contra o mal! É muito importante compreender isso: a conversão nunca é repentina; sempre é um processo: mesmo que eu creia no Cristo de repente, tenho, depois, pouco a pouco, que ir corrigindo meus vícios e más tendências! Quantas pessoas realmente convertidas dizem: “Ah, padre, as coisas que fiz no passado ainda hoje me tentam, vêm-me à memória e querem levar-me a pecar novamente!” Temos, portanto, que lutar contra os vícios (= as más tendências) que ficaram em nós porque se a gente não aprender a superar estas imperfeições agora, nesta vida, o Senhor nos purificará delas logo após a nossa morte – é o que chamamos comumente de purgatório! O fato é que nada de impuro pode permanecer diante do Cristo Ressuscitado, o Santo de Deus (cf. Ex 19,10; Is 6,5-7; Ap 21,27). Somos cristãos, queremos seguir o Cristo, caminhamos com ele... mas a poeira do caminho, a infidelidade que nos impediu de ser totalmente abertos para o Cristo, tem que ser deixada para trás... nesta vida ou na outra, quando, logo após a morte, encontrarmo-nos com o Senhor que nos acolhe com seu Espírito de amor. O próprio Lutero, mesmo depois de separar-se da Igreja, continuou afirmando o purgatório. Somente mais tarde é que o negou. Ele distinguia entre ser justificado (quer dizer, ser salvo no momento em que creio em Jesus) e ser santificado (que é um processo pelo qual a minha vida vai de verdade sendo transformada pela graça que vem da fé e pelo combate interior)! Sobre o purgatório, procure ler o que eu escrevi nos artigos sobre escatologia!
            Agora, demos um passo mais adiante. A Igreja pode ajudar seus filhos neste processo de conversão constante, de purificação, que é toda a nossa vida: ela, corpo e esposa de Cristo, reza de modo especial, pela expiação (pela purificação) de seus membros, aplicando-lhes solenemente o mérito infinito de Cristo, que é seu tesouro e cabeça de todos os membros do corpo eclesial. A oração da Igreja pedindo que seus membros sejam libertados das conseqüências danosas que o pecado deixa (= estas marcas, estes vícios, que também são chamados pela tradição teológica de “penas”), é o que chamamos de indulgências. E a Igreja tem certeza de ser ouvida na sua oração, primeiro porque ela ora conforme a vontade de Cristo que nos quer dar o perdão e a salvação; segundo porque ora não como na oração privada, mas como oração de toda a Igreja, corpo de Cristo-Cabeça! Dito de outro modo: as indulgências são uma ajuda que a Igreja nos dá no nosso processo de conversão: pela oração eclesial a graça de Cristo atua para nos libertar dos apegos e dependências que o pecado provoca em nós impedindo-nos a uma total abertura para o Cristo. Esta oração, a Igreja faz não somente pelos vivos, mas também pelos defuntos! Aqui é necessário notar bem: não é a Igreja quem salva: é Cristo! A Igreja, como ministra da reconciliação, como aquela que tem por missão fazer presente no mundo a salvação que vem do Senhor Jesus, como aquela que tem em Cristo seu único tesouro, pede pelo mérito do Senhor Jesus e pela intercessão de todos aqueles que já estão unidos a Cristo, nosso único mediador, que conceda aos seus filhos a força para romperem com os vícios, isto é, com as marcas e dependências deixadas pelos pecados. Isto vale também para os mortos quando, logo após a morte, eles são purificados das seqüelas de seus pecados: o que não corrigimos na nossa peregrinação terrestre o Senhor corrigirá no momento mesmo do nosso encontro com ele – e aqui a oração da Igreja conforta imensamente o irmão no momento do encontro com o Senhor que o purificará. A salvação é pessoal, mas não é individualista, isolada: somos salvos como membros de um povo, o povo de Deus, corpo de Cristo. Para os mortos, as indulgências são este apoio, este conforto, esta oração que todo o corpo de Cristo faz pelo irmão no momento do encontro com o Senhor: nem aí estamos sozinhos, mas estamos no corpo de Cristo e com o corpo de Cristo, que é a Igreja! Não esqueça: você poderá compreender melhor a doutrina do purgatório e da oração pelos mortos lendo meu artigo sobre o assunto naqueles textos sobre Escatologia, que escrevi neste mesmo jornal.
Para deixar ainda mais claro este sentido das indulgências, vamos explicar aquela definição que tantas vezes está sendo apresentada neste Ano Santo: “indulgência é a remissão da pena temporal, devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel recebe em certas condições determinadas, pela intervenção da Igreja, que distribui e aplica a todos os fiéis, pela autoridade que Cristo lhe conferiu, o tesouro dos méritos do Redentor, da Virgem Maria e dos Santos”. Vamos destrinchar, parte por parte, esta definição: 
(1) é a remissão da pena temporal: já expliquei que tudo quanto fazemos deixa marcas em nós, constrói para o bem ou para o mal a nossa personalidade, tornam-se em nós um hábito bom (= virtude) ou um hábito mau (= vício). Estas marcas terão que ser purificadas, nesta vida ou na outra; esta necessidade de purificação é o que se chama “pena temporal”. Note que é diferente da pena eterna (o inferno). As marcas que o pecado deixa em mim somente poderão ser corrigidas pelo exercício das boas obras, como a oração, a penitência a esmola... ou seja, por um exercício de correção interior. Pagar a pena quer dizer esforçar-se, exercitar-se para corrigir nossos vícios! A Igreja pode ajudar-nos a corrigir estas marcas da nossa personalidade, pode ajudar-nos a ser abertos a Cristo, pode dar-nos a remissão da pena temporal, quer dizer, ajudar-nos na libertação destes vícios que nos prendem! 
(2) devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa: ao receber o perdão no sacramento da penitência, meu pecado é perdoado, minha culpa foi cancelada, mas suas conseqüências em mim permanecem: fiquei mais fraco, mais viciado naquele pecado... só posso corrigir-me pelo combate interior! A indulgência é a ajuda da Igreja neste combate! 
(3) que o fiel bem disposto recebe em certas condições determinadas, pela intervenção da Igreja pela autoridade que Cristo lhe conferiu: a Igreja recebeu de Cristo o ministério da reconciliação. Em nome de Cristo, de quem é corpo e esposa, ela pode, sob certas condições, rezar pelos seus filhos, pedindo ao Cristo que não quer a morte do pecador, que liberte o irmão das penas, das conseqüências oriundas de seus pecados. Se a oração do justo alcança o céu, imaginemos a oração de toda a Igreja, unida ao seu Senhor Jesus, de quem é corpo! Observe que para receber as indulgências é preciso estar “bem disposto”! Voltaremos a isto mais adiante. 
(4) o tesouro dos méritos do Redentor, da Virgem Maria e dos Santos: aqui é preciso atenção! A Igreja tem poder junto de Deus porque tem um grande tesouro: Cristo! Ele que por nós se encarnou, morreu, ressuscitou e enriqueceu-nos com seu Espírito... ele é o único e absoluto tesouro da Igreja: “Onde está o teu tesouro, aí estará teu coração!” O coração da Igreja está em Cristo! E a Igreja, confiando nele, intercede pelos seus filhos pecadores. Como entender, então, os méritos da Virgem Maria e dos Santos? Já escrevi sobre isso também aqui nO SEMEADOR ao explicar o culto aos Santos. Seus méritos não estão ao lado dos méritos de Cristo nem acrescentam nada aos méritos de Cristo. Seus méritos nada mais são que o fruto da graça e da ação do Cristo na vida deles. Eles foram grandes no serviço a Cristo? “Pela graça de Deus sou o que sou!” Estes irmãos que já estão com Cristo rezam por nós, rezam em Cristo, com quem estão na glória, rezam porque estão cheios da glória de Cristo, da vida de Cristo, dos méritos de Cristo! “Tudo é vosso, mas vós sois de Cristo e Cristo é de Deus!” 
Restam ainda dois pontos a serem explicados: (a) as obras a serem realizadas para que se receba a indulgência e (b) a distinção entre indulgência plenária e parcial.
Quanto ao primeiro ponto, a Igreja determina alguns gestos concretos que indiquem nossa disposição sincera em mudar de vida, em nos abrir para a graça de Deus. As “práticas” requeridas para as indulgências não podem ser tomadas como uma coisa automática, mecânica. Não! Têm que significar um desejo sincero de conversão de vida! Realizando essas práticas eu externo aos outros e exprimo a mim mesmo que desejo de coração, com a ajuda da oração da Igreja, deixar meus vícios e abrir-me generosamente para o Senhor. Para a indulgência deste Jubileu do Milênio a Igreja pede: (i) a confissão sacramental (não comunitária!), (ii) a comunhão eucarística, (iii) um momento de meditação e oração mental (com minhas próprias palavras) concluída por um Pai-nosso, (iv) a recitação do Credo e (v) uma invocação à Virgem. Atenção, atenção! Não são gestos mágicos, práticas automáticas! São apenas gestos, que exprimem uma atitude interior de conversão! Se não exprimirem isso, não valem nada! Não posso jamais afirmar: fiz estas práticas, recebi automaticamente a indulgência! É necessário estar “bem disposto”!
Quanto à questão das indulgências plenárias ou parciais. Primeiramente é bom esclarecer que não faz parte da doutrina infalível da Igreja distinguir entre indulgências plenárias ou parciais! Faz parte da fé normativa da Igreja afirmar a validade das indulgências; a distinção entre parcial e plenária não e obrigatória! Mas, em que se baseia tal distinção? Já deixei claro que nossa atitude interior é o que mais conta para receber a indulgência. Pois bem: se meu arrependimento é perfeito, se meu desejo de mudança de vida é radical, se meu propósito de lutar contra os vícios é decidido, a indulgência é dita plenária. Quer dizer: o Senhor libertar-me-á de todas as seqüelas de meus pecados. Mas, se minha abertura não é completa, então a indulgência é dita parcial: a graça age em mim à medida que eu me abro para ela. Se eu somente me abro parcialmente, ela somente age em mim parcialmente; se me abro totalmente, ela age em mim totalmente! Um modo simples de exprimir isso é o seguinte: quando me confesso para receber a indulgência, se minha contrição, meu arrependimento foi perfeito (quer dizer, um arrependimento total, profundo e sincero, que muda totalmente a minha vida), a indulgência será plenária; se, ao contrário, meu arrependimento foi sincero, mas não perfeito (aí se chama “atrição”), então a indulgência não será nunca plenária! Então, não saberemos nunca nesta vida se a indulgência em mim foi parcial ou plenária! Recordemo-nos que a contrição perfeita é uma grande graça de Deus, que toca e transfigura nossa coração! No Ano Santo a Igreja nos oferece a indulgência plenária; se eu for plenamente aberto, ela será realmente plenária; se eu for só parcialmente aberto, ela será parcial! O Papa Paulo VI afirmava de modo muito sábio: “As indulgências não são um modo fácil para evitar a necessária penitência pelos pecados, mas oferecem sobretudo um conforto, que os fiéis individualmente, conscientes de suas debilidades, encontram no corpo místico de Cristo, o qual coopera na conversão deles com a caridade, com o exemplo e com a oração!”
Como você pode perceber, a doutrina das indulgências não é muito simples. Releia todo o artigo com atenção para compreender bem! Uma coisa é certa: as indulgências são uma bela oportunidade que Cristo nos oferece através da Igreja! Não recebamos em vão a graça de Deus!”

FONTE:https://www.domhenrique.com.br/single-post/2009/05/10/Indulg%C3%AAncia-o-que-%C3%A9-isso ACESSO EM 26/06/2018

segunda-feira, 25 de junho de 2018

ORACÃO DO ESPÍRITO SANTO



Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor.
Enviai, Senhor, o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.
Ó Deus, que instruístes os corações dos Vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos todas as coisas segundo este mesmo Espírito e gozemos sempre de Sua consolação.
Pelo Espírito Santo e nosso senhor Jesus Cristo.

MARAVILHOSO VÍDEO DA ORAÇÃO AO ESPIRITO SANTOAQUI

26 DE JUNHO

 

Leitura (2Reis 19,9b-11.14-21.31-35a.36)

Leitura do Segundo Livro dos Reis.
Naqueles dias, 19,9b Senaquerib, rei da Assíria, enviou de novo mensageiros a Ezequias para dizer-lhe: 10 Não te seduza o teu Deus, em quem confias, pensando: Jerusalém não será entregue nas mãos do rei dos assírios. 11 Porque tu mesmo tens ouvido o que os reis da Assíria fizeram a todas as nações e como as devastaram. Só tu te vais salvar?”
14 Ezequias tomou a carta da mão dos mensageiros e leu-a. Depois subiu ao templo do Senhor, estendeu a carta diante do Senhor 15 e, na presença do Senhor, fez a seguinte oração: “Senhor, Deus de Israel, que estás sentado sobre os querubins! Tu és o único Deus de todos os reinos da terra. Tu fizeste o céu e a terra. 16 Inclina o teu ouvido, Senhor, e ouve. Abre, Senhor, os teus olhos e vê. Ouve todas as palavras de Senaquerib, que mandou emissários para insultar o Deus vivo. 17 É verdade, Senhor, que os reis da Assíria devastaram as nações e seus territórios; 18 lançaram os seus deuses ao fogo, porque não eram deuses, mas obras das mãos dos homens, de madeira e pedra; por isso os puderam destruir. 19 Mas agora, Senhor, nosso Deus, livra-nos de suas mãos, para que todos os reinos da terra saibam que só tu, Senhor, és Deus”.
20 Então Isaías, filho de Amós, mandou dizer a Ezequias: “Assim fala o Senhor, Deus de Israel: Ouvi a prece que me dirigiste a respeito de Senaquerib, rei da Assíria. 21 Eis o que o Senhor disse dele: A virgem filha de Sion despreza-te e zomba de ti. A filha de Jerusalém meneia a cabeça nas tuas costas. 31 Pois um resto sairá de Jerusalém, e sobreviventes, do monte Sião. Eis o que fará o zelo do Senhor todo-poderoso.
32 Por isso, assim diz o Senhor acerca do rei da Assíria: Ele não entrará nesta cidade, nem lançará nenhuma flecha contra ela, nem a assaltará com escudo, nem a cercará com trincheira alguma. 33 Pelo caminho, por onde veio, há de voltar, e não entrará nesta cidade, diz o Senhor. 34 Protegerei esta cidade e a salvarei em atenção a mim mesmo e a meu servo Davi”.
35a Naquela mesma noite, saiu o Anjo do Senhor e exterminou no acampamento assírio cento e oitenta e cinco mil homens. 36 Senaquerib, rei da Assíria, levantou acampamento e partiu. Voltou para Nínive e aí permaneceu.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
 

Salmo Responsorial 47

— O Senhor estabelece sua cidade para sempre.
— O Senhor estabelece sua cidade para sempre.
— Grande é o Senhor e muito digno de louvores na cidade onde ele mora; seu Monte santo, esta colina encantadora, é a alegria do universo.
— Monte Sião, no extremo norte situado, és a mansão do grande Rei! Deus revelou-se em suas fortes cidadelas um refúgio poderoso.
— Recordamos, Senhor Deus, vossa bondade em meio a vosso templo; como vosso nome vai também vosso louvor aos confins de toda a terra.
 

Evangelho (Mateus 7,6.12-14)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7,6 “Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos; para que eles não as pisem com os pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem. 12 Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas. 13 Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! 14 Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram”!
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SÃO SIGISMUNDO GORAZDOWSKI



Sigismundo Gorazdowski nasceu em 1o de novembro de 1845, em Sanok, Polônia, numa família muito religiosa, tendo saúde frágil desde a infância.
Após concluir o segundo grau, entrou na faculdade de direito da Universidade de Lwow. No segundo ano de faculdade, descobriu a vocação para o sacerdócio, interrompeu o curso de direito e entrou para o Seminário Maior em Lwow. A sua ordenação sacerdotal foi suspensa por causa do seu grave estado de saúde. Os seus amigos escreveram em suas memórias: "A não admissão à ordenação sacerdotal foi para Sigismundo um golpe muito doloroso, sofreu moral e fisicamente, mas não perdeu a confiança no Senhor Deus". Dois anos depois, o seu estado de saúde melhorou tanto que pôde receber o sacramento da Ordem na catedral de Lwow, no dia 25 de julho de 1871. Seu lema: "Ser tudo para todos, para salvar pelo menos um". 
 
Seu trabalho pastoral foi reconhecido pelo carisma excepcional de unir o trabalho sacerdotal com o trabalho caritativo. Descobrindo a grande pobreza espiritual de seus fiéis e várias dificuldades no anúncio da mensagem evangélica, elaborou e editou "Catecismo", que teve a tiragem de mais de cinqüenta mil exemplares. 
 
Para os jovens, preparou e editou "Conselhos e admoestações". Valorizando muito os sacramentos, especialmente o da eucaristia, iniciou na arquidiocese de Lwow a prática da primeira comunhão comunitária para as crianças. Foi também o grande propagador de lembranças da primeira comunhão e do sacramento da crisma. Padre Sigismundo nunca excluiu ninguém de sua ação de caridade, dedicando-se, especialmente, aos marginalizados pela sociedade e aos doentes vítimas de cólera. 
 
Em 1877, padre Sigismundo iniciou suas atividades sacerdotais e beneficentes em Lwow, e como vigário assumiu o trabalho de catequista em várias escolas, continuando, sempre, o seu trabalho de editor e redator. Preparou e editou "Princípios e normas de boa educação" para os pais e educadores. Publicou, também, muitos artigos, principalmente pastorais, sociais e pedagógicos. Criou a "Sociedade Bom Pastor", para auxiliar os sacerdotes, e fundou a Casa de Trabalho Benévolo, para os mendigos. Como consta nos relatórios dessa Casa, "muitos pobres abandonaram a mendicância e, recuperando a sua dignidade, voltaram à vida decente". 
 
O abrigo para incuráveis e convalescentes foi uma obra de misericórdia cristã em resposta às necessidades de pessoas sofredoras e doentes, vítimas de uma lei do governo que obrigava os enfermos a abandonarem o hospital após seis semanas de internação, independentemente do estado de saúde. Escreveram na época: "Quando ninguém soube acolher os infelizes e doentes desenganados… ele pensou em construir um abrigo aos infelizes". 
 
Não se pode esquecer do "Instituto Menino Jesus" para as mães solteiras e as crianças abandonadas. Atuou, ainda, na Sociedade de Santa Salomé, auxiliando as viúvas pobres com seus filhos, e também na Sociedade das Costureiras Pobres. Foi co-fundador da Associação das Sociedades Beneficentes na Galícia, que coordenava e dirigia todas as obras cristãs de misericórdia. 
 
A fundação da escola e publicação do jornal enfrentaram grande oposição dos inimigos da Igreja, o que proporcionou muitas aflições, sofrimentos, incompreensões e humilhações ao padre Sigismundo, praticamente até a sua morte. 
 
Em 17 de fevereiro de 1884, fundou a Congregação das Irmãs de São José – Irmãs Josefinas para dirigir as suas obras beneficentes. A Congregação das Irmãs de São José, fiel ao carisma de seu fundador, dirige institutos educacionais, engaja-se no trabalho catequético, serve aos doentes, sofredores e vítimas de todo tipo de pobreza. A congregação atua na Polônia, Alemanha, França, Itália, Ucrânia e nas missões da África e da América do Sul. 
 
Sigismundo Gorazdowski morreu no dia 1o de janeiro de 1920, em Lwow. Na época, dizia-se que ele era "o olho do cego, a perna do coxo e o pai dos pobres". Seu processo de beatificação foi iniciado em 1989. No dia 26 de junho de 2001, o santo padre João Paulo II beatificou esse apóstolo da misericórdia divina, cuja memória é celebrada no dia 26 de junho. No dia 23 de outubro de 2005, foi declarado santo pelo papa Bento XVI. 
 
FONTE: http://sagradamissao.com.br/2018/06/santos-do-dia-da-igreja-catolica-26-de-junho/ ACESSO EM 25/06/2018

SÃO JOSÉ MARIA ROBLES HURTADO

A condição da Igreja no México foi muito difícil desde que entrou em vigor, em 5 de fevereiro de 1917, a nova Constituição anticlerical e anti-religiosa, depois do longo período de ditadura que a antecedeu. 
O clero católico foi objeto de perseguições, ora mais ora menos intensas, com muitos religiosos, leigos e sacerdotes sendo brutalmente assassinados, exclusivamente por serem cristãos. Diga-se, mesmo, que não existia processo, o julgamento era instantâneo e a sentença sumária. 
Dentre esses mártires encontramos padre José Maria Robles Hurtado. Ele nasceu em Mascota, Jalisco, na diocese de Tepic, no dia 3 de maio de 1888. Foi pároco de Tecolotlán, em Jalisco, onde difundia a fervorosa devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Tamanho era seu entusiasmo que escrevia pequenas orações e poesias, que distribuía entre os fiéis para enriquecer ainda mais o culto e louvar o Senhor. 
Amado e querido pelo seu rebanho, constituído de camponeses pobres e muito carentes. Para melhor atendê-los, fundou a Congregação das "Irmãs do Coração de Jesus Sacramentado". 
Porém, no mês consagrado ao culto do Sagrado Coração de Jesus, em junho de 1927, a horrenda perseguição atingiu a sua paróquia em Tecolotlán, e ele foi levado e encarcerado. 
Alguns dias, ou horas antes de ser morto, padre José Maria escreveu uma poesia, na qual expressou seus últimos desejos: "Desejo amar o teu Coração, Jesus meu, com participação total, desejo amá-lo com paixão, desejo amá-lo até o martírio. Com minh'alma te bendigo, meu Sagrado Coração; diga-me: aproxima-se o instante da feliz e eterna união?" 
No dia 26 de junho de 1927, o padre José Maria, exatamente pelo grande amor à Cristo, foi amarrado numa árvore, na serra da Quila, em Jalisco, diocese de Autlan, e mantido assim até morrer. Dessa maneira, seguiu para a feliz e eterna união no Sagrado Coração de Jesus, coroado com seu martírio final. 
O grupo de vinte e cinco mártires mexicanos no qual estava incluso foi beatificado, em 1992, pelo papa João Paulo II. Mais tarde, o mesmo pontífice, no ano de 2000, canonizou todos eles. A festa de são José Maria Robles Hurtado foi designada para o dia 26 de junho. 
FONTE: http://sagradamissao.com.br/2018/06/santos-do-dia-da-igreja-catolica-26-de-junho/ ACESSO EM 25/06/2018

SÃO JOSEMARÍA ESCRIVÁ DE BALAGUER

 
 
Josemaría Escrivá de Balaguer nasceu em Barbastro, Huesca, na Espanha, no dia 9 de janeiro de 1902. Os pais, José e Dolores, tiveram seis filhos, sendo que as três meninas mais novas morreram ainda criança. O casal deu aos filhos uma profunda educação cristã. 
 
Em 1915, a indústria de tecido do pai faliu e a família mudou-se para Logronho, onde havia mais trabalho. Nessa cidade, Josemaría reconheceu sua vocação religiosa. Intuiu que Deus desejava algo dele, depois de observar na neve algumas pegadas dos pés descalços de um frade. Em vez de ficar tentando descobrir o que ele lhe pedia, decidiu primeiro tornar-se sacerdote. Ingressou no seminário de Saragoça, onde também cursou direito como aluno voluntário. Seu pai morreu em 1924, e ele se viu como chefe de família. No ano seguinte, recebeu a ordenação sacerdotal e foi exercer o seu ministério numa paróquia rural e, depois, em Saragoça também. 
 
Com autorização do seu bispo, em 1927 foi para Madri, com o objetivo de formar-se em direito. Um ano depois, durante um retiro espiritual, pediu a Deus para mostrar-lhe com clareza o que precisava ser feito e, assim, funda a Opus Dei, um caminho moderno de evangelização para a Igreja. Desde então, trabalhava na instituição, ao mesmo tempo que continuava exercendo o seu ministério, especialmente entre os pobres e doentes. Além disso, estudava na Universidade de Madrid e dava aulas para manter a família. 
 
A missão da Opus Dei é a de promover entre os fiéis cristãos de qualquer condição social uma vida plenamente coerente com a fé no meio do mundo e contribuir, assim, para a evangelização de todos os ambientes da sociedade. Ou seja, difundir a mensagem de que todos os batizados estão chamados a procurar a santidade e a dar a conhecer o Evangelho, tal como recordou o Concílio Vaticano II. 
 
Quando rebentou a Guerra Civil espanhola, e com ela a perseguição religiosa, ele exercitou o ministério na clandestinidade, até conseguir sair de Madri e fixar residência em Burgos. Acabada a guerra, em 1939, regressou a Madri e obteve o doutorado em direito. Nos anos que se seguiram, dirigiu numerosos retiros para leigos, sacerdotes e religiosos. 
 
Em 1946, fixou residência em Roma, fazendo o doutorado em teologia pela Universidade Lateranense. É nomeado consultor de duas congregações da Cúria Romana, membro honorário da Academia Pontifícia de Teologia e prelado honorário do papa. De Roma desloca-se, em numerosas ocasiões, a diversos países da Europa, América Central e do Sul, a fim de impulsionar o estabelecimento e a consolidação da Opus Dei nessas regiões. 
 
Josemaría morreu em conseqüência de uma parada cardíaca, no dia 26 de junho de 1975, em seu quarto de trabalho e aos pés de um quadro de Nossa Senhora, a quem lançou o seu último olhar. Todavia a Opus Dei já estava presente nos cinco continentes, contando com mais de sessenta mil membros de oitenta nacionalidades. 
 
Foi Beatificado no dia 17 de maio de 1992 e foi canonizado em 6 de outurbro de 2002 pelo papa João Paulo II na praça de São Pedro em Roma. A festa litúrgica de São Josemaría Escrivá de Balaguer é celebrada no dia 26 de junho. O seu corpo repousa na igreja prelatícia de Santa Maria da Paz, em Roma. 
 
FONTE: http://sagradamissao.com.br/2018/06/santos-do-dia-da-igreja-catolica-26-de-junho/ ACESSO EM 25/06/2018

FESTA DE SÃO MATEUS APOSTOLO

A Igreja celebra hoje, de forma especial, a vida de São Mateus apóstolo e evangelista, cujo nome antes da conversão era Levi. Morava e ...